http://www.npr.org/blogs/krulwich/2012/05/17/152913171/the-essence-of-science-explained-in-63-seconds
mais do que ver o vídeo, é importante ler o texto.
Que está em inglês, infelizmente.
The Essence Of Science Explained In 63 Seconds
12:00 pm
May 17, 2012
by ROBERT KRULWICH
Here it is, in a nutshell: The logic of science boiled down to one, essential idea. It comes from Richard Feynman, one of the great scientists of the 20th century, who wrote it on the blackboard during a class at Cornell in 1964.
Think about what he's saying. Science is our way of describing — as best we can — how the world works. The world, it is presumed, works perfectly well without us. Our thinking about it makes no important difference. It is out there, being the world. We are locked in, busy in our minds. And when our minds make a guess about what's happening out there, if we put our guess to the test, and we don't get the results we expect, as Feynman says, there can be only one conclusion: we're wrong.
The world knows. Our minds guess. In any contest between the two, The World Out There wins. It doesn't matter, Feynman tells the class, "how smart you are, who made the guess, or what his name is, if it disagrees with the experiment, it is wrong."
This view is based on an almost sacred belief that the ways of the world are unshakeable, ordered by laws that have no moods, no variance, that what's "Out There" has no mind. And that we, creatures of imagination, colored by our ability to tell stories, to predict, to empathize, to remember — that we are a separate domain, creatures different from the order around us. We live, full of mind, in a mindless place. The world, says the great poet Wislawa Szymborska, is "inhuman." It doesn't work on hope, or beauty or dreams. It just...is.
View with a Grain of Sand
We call it a grain of sand,
but it calls itself neither grain nor sand.
It does just fine without a name,
whether general, particular,
permanent, passing,
incorrect or apt.
Our glance, our touch mean nothing to it.
It doesn't feel itself seen and touched.
and that it fell on the windowsill
is only our experience, not its.
For it, it is no different from falling on anything else
with no assurance that it has finished falling
or that it is falling still.
The window has a wonderful view of a lake,
but the view doesn't view itself.
It exists in this world,
colorless, shapeless,
soundless, odorless, and painless.
The lake's floor exists floorlessly,
And its shore exists shorelssly.
Its water feels itself neither wet nor dry
and its waves to themselves are neither singular nor plural.
They splash deaf to their own noise
on pebbles neither large nor small.
And all this beneath a sky by nature skyless
in which the sun sets without setting at all
and hides without hiding behind an unminding cloud.
The wind ruffles it, its only reason being
that it blows
A second passes.
A second second.
A third.
But they're three seconds only for us.
Time has passed like a courier with urgent news
but that's just our simile.
The character is invented, his haste is make-believe
his news inhuman.
Absent Soul
Música, cinema, literatura pobre, propaganda e um pouquinho de vida. Melancolia também, por que não?
Terça-feira, Maio 22, 2012
Segunda-feira, Maio 21, 2012
Da pressão de viver
Então, há uns dias atrás, fiz 36 anos.
Passou como um dia qualquer.
Ando meio cheio de tensão, ansiedade dando na cara.
A novidade agora é uma dor no peito, como se fosse um peso horrível,
que às vezes nem dá pra pensar.
Fico grilado com isso, vontade de me esconder do mundo,
das coisas, das contas, das pessoas, de ficar deitado na cama.
Comprei uma batelada de remédios hoje.
Volto para os controlados, o que significa, nada de álcool.
Ótimo, já que me despedi em grande estilo este fim de semana.
Mas enfim, como tem coisas que não dá pra explicar aqui,
fico sentindo minha pressão no peito, a bola na garganta e o enjôo,
sendo taxado de maluco por uns, de fraco por outros.
Esperando o dia em que algo aconteça (ou não, espero que não)
e eu possa dar um sorriso maroto e falar, viram eu tinha razão.
Não, não quero ter. Quero estar sempre errado,
quando o fluxo repentino e potente de adrenalina atinge meu sangue
e tudo o que posso fazer é arregalar os olhos, respirar fundo e tentar evitar o pior.
Não é fácil ser adulto, o que já sabia desde os 15 anos,
síndrome de peter pan em vista.
Mas não pensei que com isso viesse o vazio, as dores, os temores, tremores e terrores
que são mais presentes do que para a maioria de vocês.
É difícil ser literado, culto, inteligente e ver que isso não adianta nada frente
os desígnios mais malucos da natureza humana. Ser humano não é pra qualquer um.
Talvez não seja pra mim, que procuro uma verdade maior,
algo que me guie, que me sirva de bandeira, de força propulsora.
Trabalhar para ganhar um dinheirinho para pagar umas continhas,
para poder continuar trabalhando por misérias de segundos em paz.
Pode ser que nada mude, pode ser que tudo mude.
A partir de amanhã tenho 20mg de cloridrato de paroxetina na minha cabeça.
Não sei o resultado disso na prática.
mais textos? menos textos? uma visão diferente do mundo?
melancolia? felicidade? perspectivas falsas? ou as reais?
Conto com vocês.
conto, antes de tudo, com mim mesmo.
Então, há uns dias atrás, fiz 36 anos.
Passou como um dia qualquer.
Ando meio cheio de tensão, ansiedade dando na cara.
A novidade agora é uma dor no peito, como se fosse um peso horrível,
que às vezes nem dá pra pensar.
Fico grilado com isso, vontade de me esconder do mundo,
das coisas, das contas, das pessoas, de ficar deitado na cama.
Comprei uma batelada de remédios hoje.
Volto para os controlados, o que significa, nada de álcool.
Ótimo, já que me despedi em grande estilo este fim de semana.
Mas enfim, como tem coisas que não dá pra explicar aqui,
fico sentindo minha pressão no peito, a bola na garganta e o enjôo,
sendo taxado de maluco por uns, de fraco por outros.
Esperando o dia em que algo aconteça (ou não, espero que não)
e eu possa dar um sorriso maroto e falar, viram eu tinha razão.
Não, não quero ter. Quero estar sempre errado,
quando o fluxo repentino e potente de adrenalina atinge meu sangue
e tudo o que posso fazer é arregalar os olhos, respirar fundo e tentar evitar o pior.
Não é fácil ser adulto, o que já sabia desde os 15 anos,
síndrome de peter pan em vista.
Mas não pensei que com isso viesse o vazio, as dores, os temores, tremores e terrores
que são mais presentes do que para a maioria de vocês.
É difícil ser literado, culto, inteligente e ver que isso não adianta nada frente
os desígnios mais malucos da natureza humana. Ser humano não é pra qualquer um.
Talvez não seja pra mim, que procuro uma verdade maior,
algo que me guie, que me sirva de bandeira, de força propulsora.
Trabalhar para ganhar um dinheirinho para pagar umas continhas,
para poder continuar trabalhando por misérias de segundos em paz.
Pode ser que nada mude, pode ser que tudo mude.
A partir de amanhã tenho 20mg de cloridrato de paroxetina na minha cabeça.
Não sei o resultado disso na prática.
mais textos? menos textos? uma visão diferente do mundo?
melancolia? felicidade? perspectivas falsas? ou as reais?
Conto com vocês.
conto, antes de tudo, com mim mesmo.
Como diria Ziraldo
Tudo de que você precisa está dentro de um livro.
Seu filho não pode chegar à internet sem passar pelo livro.
Se não for capaz de escrever o que pensa e de entender o que lê, vai pra internet pra virar um idiota.
A internet está cheia de idiotas. Ela conseguiu dar palco pro canalha, pro invejoso.
A humanidade, vocês, adultos, sabem, não presta.
E você multiplica a potencialidade dessa maldade na internet...
Tudo de que você precisa está dentro de um livro.
Seu filho não pode chegar à internet sem passar pelo livro.
Se não for capaz de escrever o que pensa e de entender o que lê, vai pra internet pra virar um idiota.
A internet está cheia de idiotas. Ela conseguiu dar palco pro canalha, pro invejoso.
A humanidade, vocês, adultos, sabem, não presta.
E você multiplica a potencialidade dessa maldade na internet...
Sexta-feira, Maio 18, 2012
Sexta-feira, Abril 27, 2012
Atualizada!!!!!
27/01 - The Rapture + Breakbot
Descrição ali embaixo, é só procurar.
03/02 - Mayer Hawthorne
Estava em São Paulo. Fim de semana interessante.
09/03 - Morrissey, na Fundição.
Sobre o Morrissey ainda devo umas linhas aqui. Mas ver How Soon is Now ao vivo, vou lhes dizer...
15/03 - The Naked and Famous
Não fui. Estava cansado. Só isso.
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
31/03 - Nação Zumbi
Perdi um show com duas horas de duração.
Mas fui em um aniversário e vi todo o Trapalhões no Planalto dos Macacos.
04/04 - Foster The People
Ainda preciso escrever sobre esse show. Um dos melhores do ano.
05/04 – Thivery Corporation
Não.
06/04 – Friendly Fires
Não.
21/04 – Buraka Som Sistema
Não.
22/04 - Anthrax + Misfits
escrito e descrito no post abaixo.
03/05 - Noel Gallagher (comprado)
10/05 – The Kooks
18/05 - Matanza - Circo Voador
04/06 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos. (comprado)
set/out - SWU
Sobre o Morrissey ainda devo umas linhas aqui. Mas ver How Soon is Now ao vivo, vou lhes dizer...
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
Perdi um show com duas horas de duração.
Mas fui em um aniversário e vi todo o Trapalhões no Planalto dos Macacos.
Ainda preciso escrever sobre esse show. Um dos melhores do ano.
Não.
escrito e descrito no post abaixo.
03/05 - Noel Gallagher (comprado)
10/05 – The Kooks
18/05 - Matanza - Circo Voador
04/06 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos. (comprado)
set/out - SWU
Como foi, amigos. É como foi.
Domingueira quase noite, ainda levemente ressaqueado. Duas fatias de pizza na Guanabara da Lapa, a verdadeira xepa, uns dois chopps e estamos prontos para encarar a maratona de shows. Perto de festivais que duram finais de semana, nossa maratona é café pequeno. Mas para a gente estar aqui vale muito mais. São duas bandas, Misfits e Anthrax. Duas grandes bandas. As camisas pretas abundam pelas cercanias da Fundição Progresso. A fila para entrar, FILA, está imensa. Vamos lá pro final e na metade do caminho começamos a ouvir a barulheira saindo lá de dentro. Felizmente, depois de entrarmos, descobrimos ser o cover de Metallica chamada Anesthesia. UFA... a noite estava salva.
Nos preparamos, arrumamos um lugar tranqüilo, boa visão do palco, som nem tão bom, típico da fundição (e do Misfits)e fomos pro show. Misfits foi aquilo de sempre, grosso até o talo, melódico e com o som emboladão. Normal, né? Jerry Only não tem voz mesmo.
No set, muitas do último álbum e uns clássicos, como não poderia deixar de ser. O show foi bom, então? Claro que foi. Mas para mim, que tive a chance de vê-los sozinho no circo, onde detonaram um set com 38 músicas e começaram com Halloween (dessa vez só mandaram ela no meio do show), achei só ok. Tanto que tive que dar uma saída pra pegar água e nem fiquei tão chateado. Pode ter sido a casa - mais ampla -, o público - mais do Anthrax - ou outros fatores quaisquer que fizeram um show que considerei antológico anteriormente em uma apresentação só ok. Os amigos presentes, Paulinho, Tourco e Bonna podem ter uma impressão diferente.
Tempo para descansar as pernas e lá vem mais pancada. Pela primeira vez, veria o Anthrax com sua formação quase original. Mas pelo menos, era o Belladona na gritaria. E não hove decepção. De forma alguma. A banda, afiadíssima, o som altão e bem menos embolado do que o Misfits e uma galera completamente alucinada no mosh já fizeram desse show um dos melhores de 2012. Sem sombra de dúvida.
O set passeou por quase todos os discos da fase Belladona, com clássicos como Be All, End All; Metal Thrashing Mad; Got the time; Antisocial; Indians; I´m The Man e até umas menos cotadas como Medusa(????????). As músicas do disco novo apareceram também e funcionaram MUITO melhor ao vivo do que no disco. Destaque absoluto pra The Devil You Know, um show de peso e melodia. Falei das músicas, agora falo da banda.
Ver em cena Scott Ian é emocionante. Charlie Benante é um cavalo. Frank Belo estava contido, mas seguro. E o Belladona, meus camaradas, tiozão velho e magricelo com pique de garoto. E com uma cabeleira de dar inveja ao Jassa. Ele chamava a platéia, regia o coro, corria e, além disso tudo cantava. E como cantava. Foi de lavar a alma. Tudo o que precisava para fechar com chave de ouro, a cereja do bolo de um final de semana intenso. Da próxima, espero que mais de vocês possa vir e fazer o consulado tijucano ainda mais feliz.
Domingueira quase noite, ainda levemente ressaqueado. Duas fatias de pizza na Guanabara da Lapa, a verdadeira xepa, uns dois chopps e estamos prontos para encarar a maratona de shows. Perto de festivais que duram finais de semana, nossa maratona é café pequeno. Mas para a gente estar aqui vale muito mais. São duas bandas, Misfits e Anthrax. Duas grandes bandas. As camisas pretas abundam pelas cercanias da Fundição Progresso. A fila para entrar, FILA, está imensa. Vamos lá pro final e na metade do caminho começamos a ouvir a barulheira saindo lá de dentro. Felizmente, depois de entrarmos, descobrimos ser o cover de Metallica chamada Anesthesia. UFA... a noite estava salva.
Nos preparamos, arrumamos um lugar tranqüilo, boa visão do palco, som nem tão bom, típico da fundição (e do Misfits)e fomos pro show. Misfits foi aquilo de sempre, grosso até o talo, melódico e com o som emboladão. Normal, né? Jerry Only não tem voz mesmo.
No set, muitas do último álbum e uns clássicos, como não poderia deixar de ser. O show foi bom, então? Claro que foi. Mas para mim, que tive a chance de vê-los sozinho no circo, onde detonaram um set com 38 músicas e começaram com Halloween (dessa vez só mandaram ela no meio do show), achei só ok. Tanto que tive que dar uma saída pra pegar água e nem fiquei tão chateado. Pode ter sido a casa - mais ampla -, o público - mais do Anthrax - ou outros fatores quaisquer que fizeram um show que considerei antológico anteriormente em uma apresentação só ok. Os amigos presentes, Paulinho, Tourco e Bonna podem ter uma impressão diferente.
Tempo para descansar as pernas e lá vem mais pancada. Pela primeira vez, veria o Anthrax com sua formação quase original. Mas pelo menos, era o Belladona na gritaria. E não hove decepção. De forma alguma. A banda, afiadíssima, o som altão e bem menos embolado do que o Misfits e uma galera completamente alucinada no mosh já fizeram desse show um dos melhores de 2012. Sem sombra de dúvida.
O set passeou por quase todos os discos da fase Belladona, com clássicos como Be All, End All; Metal Thrashing Mad; Got the time; Antisocial; Indians; I´m The Man e até umas menos cotadas como Medusa(????????). As músicas do disco novo apareceram também e funcionaram MUITO melhor ao vivo do que no disco. Destaque absoluto pra The Devil You Know, um show de peso e melodia. Falei das músicas, agora falo da banda.
Ver em cena Scott Ian é emocionante. Charlie Benante é um cavalo. Frank Belo estava contido, mas seguro. E o Belladona, meus camaradas, tiozão velho e magricelo com pique de garoto. E com uma cabeleira de dar inveja ao Jassa. Ele chamava a platéia, regia o coro, corria e, além disso tudo cantava. E como cantava. Foi de lavar a alma. Tudo o que precisava para fechar com chave de ouro, a cereja do bolo de um final de semana intenso. Da próxima, espero que mais de vocês possa vir e fazer o consulado tijucano ainda mais feliz.
Quinta-feira, Abril 19, 2012
A brincadeira é simples.
Escolho cinco discos da minha vida, pego duas músicas deles que mais marcaram e
publico aqui.
Discos da vida
Não é fácil pensar assim, de prima, em cinco discos. Ou por serem tantos em tantos anos, ou por serem poucos os que realmente grudaram na minha história de vida. Mas já que é isso o proposto, vamos a eles.
Titãs – Cabeça Dinossauro
Tenho uma história de amor e ódio com os Titãs. Em uma Lojas Americanas, no centro de Vitória, pedi um disco qualquer para o meu pai. Ele olhou para aquele monte de disco da loja (eles ficavam pendurados ou isso é apenas uma lembrança nebulosa?) e me disse:
Ou você leva esse ou não te dou nenhum. Aceitei. Afinal, melhor um disco rodando do que dois na loja. E ganhei meu primeiro disco de rock. Imagine o baque que ele causou no garoto de 10 anos. A capa era assustadora, e dentro o desenho era mais feio ainda. Ouvir aquelas músicas que falavam em dar porrada, xingavam a igreja ou mandavam os bichinhos irem se fuder mexeu comigo. AA UU, gutural, era a minha preferida. E A Face do Destruidor a que mais me dava medo. Por conta desse disco, virei fã dos Titãs e acompanhei a carreira deles, comprando todos os discos (em vinil) até o Titanomaquia. No colégio, a sala se dividia entre os fãs da Legião e eu, fã e defensor dos Titãs. As discussões eram intermináveis e sempre conseguia colocá-los lado a lado com Renato Russo e Cia.
Ainda bem que não estudava mais quando vieram “As dez mais” e seus sucessores.
GnR – Apetite for Destruction/ FNM – The Real Thing
Aqui não tenho muito como fugir senão citando esses dois discos, que não tem nada a ver um com o outro. Mas voltando do Rio para Vitória, ouvi os melhores momentos do Rock in Rio 2 em uma rádio qualquer. Os pedaços dos shows do Faith No More e do Guns me abalaram. Até então, estava indo por um caminho meio estranho no que diz respeito à música. Tinha algumas trilhas de novela, uns de batucada e, acreditem, um de axé - da Banda Reflexus - que simplesmente adorava. Juntei uma graninha e fui até a Mesbla, no centro da cidade. Lá achei os dois discos vendendo. Comprei-os. Foram os primeiros que comprei com meu dinheiro (apesar de ainda não trabalhar). Até hoje carrego um pouco de orgulho de tê-los escolhido e de saber que foram esses que me colocaram de vez no caminho do rock.
Oasis – Definetly Maybe
Oasis foi é e sempre será a minha banda favorita. Perdeu o posto pro Verve em alguns momentos, mas nada que pudesse abalar sua supremacia. Era uma época de vacas magras. Eu só estudava e não tinha nenhuma forma de renda. Não, nem mesada. Mas era viciado por música e queria continuar comprando mais discos, descobrindo mais bandas. Meu passatempo favorito era ir a uma loja onde ouvia discos a tarde toda.
Para frear meu impulso consumista, tinha duas soluções. A primeira era encomendar um disco de uma banda qualquer em um catálogo imenso. Assim que o disco chegava me ligavam da loja, mas eu nunca ia buscá-los. Umas semanas depois, era certeza, estariam na banca de promoção. Aí comprava por um preço bem menos salgado do que o de um disco encomendado. A segunda era comprar um disco, levar pra casa, ouvir e gravar uma fita k7. No dia seguinte voltava à loja e falava que tinha ganhado um disco igual àquele de aniversário. Fazia a troca e pronto, tinha dois discos pelo preço de um. Uma única vez isso não funcionou. Era um disco de capa azul, com uma foto duns caras numa sala. Comprei pela capa, gostei do azul, sei lá, coisa do destino. Comprei a fitinha k7 e coloquei o disco pra tocar. Quando acabou eu estava tão embasbacado que chamei a minha mãe para ouvir comigo. Era uma experiência que precisava dividir com alguém. Ela ouviu e soltou: parece até Beatles. No dia seguinte não devolvi o disco. E nunca mais soube onde aquelas fitas gravadas foram parar.
The Verve – Northern Soul
Bom, esse disco meio que acompanhou a minha entrada na internet, no chat do ZAZ, e em todas as listas que entrei depois disso. E ainda foi uma conhecida de São Paulo quem me mandou uma fitinha com capa azul, com esse disco gravado. Envolto em um jornal de Santos onde ela trabalhava, “Veja só o que faço com o meu trabalho”.
Sofria com a solidão e a distância, que a realidade me impunha, de uma vida que eu queria levar. E tive essas músicas como trilha sonora.
Slowdive - Souvlaki
Uma pena nessa lista não ter nenhum disco do Metallica, Slayer ou Anthrax, para reforçar minha psique metaleira. Inclusive foi a turma que encontrei que mais acolheu discussões e audições de discos novos em eventos especiais. Mas o Slowdive entrou de sola na minha vida numa época estranhíssima. Nem rola começar a contar senão o parágrafo vira uma espécie de autobiografia proibidona, coma algumas páginas. Resumindo, teve término de namoro, reatamento, outro namoro - com a melhor amiga da ex, término, paixão por uma menina 10 anos mais nova, rompimento, paixões platônicas e muita, mas muita bebida. E isso é só a ponta do Iceberg. Mas a imagem que tenho quando ouço esse disco, são duas pessoas deitadas em um colchonete, em um domingo quente à tarde, ouvindo cada pedacinho do barulho mais lindo já feito por uma guitarra. E espaço sideral. Talvez o lugar Ideal para estar durante aquilo tudo que vivia.
Escolho cinco discos da minha vida, pego duas músicas deles que mais marcaram e
publico aqui.
Discos da vida
Não é fácil pensar assim, de prima, em cinco discos. Ou por serem tantos em tantos anos, ou por serem poucos os que realmente grudaram na minha história de vida. Mas já que é isso o proposto, vamos a eles.
Titãs – Cabeça Dinossauro
Tenho uma história de amor e ódio com os Titãs. Em uma Lojas Americanas, no centro de Vitória, pedi um disco qualquer para o meu pai. Ele olhou para aquele monte de disco da loja (eles ficavam pendurados ou isso é apenas uma lembrança nebulosa?) e me disse:
Ou você leva esse ou não te dou nenhum. Aceitei. Afinal, melhor um disco rodando do que dois na loja. E ganhei meu primeiro disco de rock. Imagine o baque que ele causou no garoto de 10 anos. A capa era assustadora, e dentro o desenho era mais feio ainda. Ouvir aquelas músicas que falavam em dar porrada, xingavam a igreja ou mandavam os bichinhos irem se fuder mexeu comigo. AA UU, gutural, era a minha preferida. E A Face do Destruidor a que mais me dava medo. Por conta desse disco, virei fã dos Titãs e acompanhei a carreira deles, comprando todos os discos (em vinil) até o Titanomaquia. No colégio, a sala se dividia entre os fãs da Legião e eu, fã e defensor dos Titãs. As discussões eram intermináveis e sempre conseguia colocá-los lado a lado com Renato Russo e Cia.
Ainda bem que não estudava mais quando vieram “As dez mais” e seus sucessores.
GnR – Apetite for Destruction/ FNM – The Real Thing
Aqui não tenho muito como fugir senão citando esses dois discos, que não tem nada a ver um com o outro. Mas voltando do Rio para Vitória, ouvi os melhores momentos do Rock in Rio 2 em uma rádio qualquer. Os pedaços dos shows do Faith No More e do Guns me abalaram. Até então, estava indo por um caminho meio estranho no que diz respeito à música. Tinha algumas trilhas de novela, uns de batucada e, acreditem, um de axé - da Banda Reflexus - que simplesmente adorava. Juntei uma graninha e fui até a Mesbla, no centro da cidade. Lá achei os dois discos vendendo. Comprei-os. Foram os primeiros que comprei com meu dinheiro (apesar de ainda não trabalhar). Até hoje carrego um pouco de orgulho de tê-los escolhido e de saber que foram esses que me colocaram de vez no caminho do rock.
Oasis – Definetly Maybe
Oasis foi é e sempre será a minha banda favorita. Perdeu o posto pro Verve em alguns momentos, mas nada que pudesse abalar sua supremacia. Era uma época de vacas magras. Eu só estudava e não tinha nenhuma forma de renda. Não, nem mesada. Mas era viciado por música e queria continuar comprando mais discos, descobrindo mais bandas. Meu passatempo favorito era ir a uma loja onde ouvia discos a tarde toda.
Para frear meu impulso consumista, tinha duas soluções. A primeira era encomendar um disco de uma banda qualquer em um catálogo imenso. Assim que o disco chegava me ligavam da loja, mas eu nunca ia buscá-los. Umas semanas depois, era certeza, estariam na banca de promoção. Aí comprava por um preço bem menos salgado do que o de um disco encomendado. A segunda era comprar um disco, levar pra casa, ouvir e gravar uma fita k7. No dia seguinte voltava à loja e falava que tinha ganhado um disco igual àquele de aniversário. Fazia a troca e pronto, tinha dois discos pelo preço de um. Uma única vez isso não funcionou. Era um disco de capa azul, com uma foto duns caras numa sala. Comprei pela capa, gostei do azul, sei lá, coisa do destino. Comprei a fitinha k7 e coloquei o disco pra tocar. Quando acabou eu estava tão embasbacado que chamei a minha mãe para ouvir comigo. Era uma experiência que precisava dividir com alguém. Ela ouviu e soltou: parece até Beatles. No dia seguinte não devolvi o disco. E nunca mais soube onde aquelas fitas gravadas foram parar.
The Verve – Northern Soul
Bom, esse disco meio que acompanhou a minha entrada na internet, no chat do ZAZ, e em todas as listas que entrei depois disso. E ainda foi uma conhecida de São Paulo quem me mandou uma fitinha com capa azul, com esse disco gravado. Envolto em um jornal de Santos onde ela trabalhava, “Veja só o que faço com o meu trabalho”.
Sofria com a solidão e a distância, que a realidade me impunha, de uma vida que eu queria levar. E tive essas músicas como trilha sonora.
Slowdive - Souvlaki
Uma pena nessa lista não ter nenhum disco do Metallica, Slayer ou Anthrax, para reforçar minha psique metaleira. Inclusive foi a turma que encontrei que mais acolheu discussões e audições de discos novos em eventos especiais. Mas o Slowdive entrou de sola na minha vida numa época estranhíssima. Nem rola começar a contar senão o parágrafo vira uma espécie de autobiografia proibidona, coma algumas páginas. Resumindo, teve término de namoro, reatamento, outro namoro - com a melhor amiga da ex, término, paixão por uma menina 10 anos mais nova, rompimento, paixões platônicas e muita, mas muita bebida. E isso é só a ponta do Iceberg. Mas a imagem que tenho quando ouço esse disco, são duas pessoas deitadas em um colchonete, em um domingo quente à tarde, ouvindo cada pedacinho do barulho mais lindo já feito por uma guitarra. E espaço sideral. Talvez o lugar Ideal para estar durante aquilo tudo que vivia.
Segunda-feira, Abril 16, 2012
Antes Aqui
The Shins – Port of Morrow
Faz alguns anos que espero o novo álbum do Shins. Cinco, para ser mais exato. E sempre os inclui na lista das minhas bandas prediletas. Durante esse tempo entre Wincing e Port of Morrow, James Mercer, o cabeça por trás da banda, se tornou conhecido no mundo da música e, mais do que isso, respeitado.
Assim não foi difícil arrumar parceiros de peso para participar de projetos paralelos, enquanto deixava os fãs de sua banda principal em modo de espera. Junto com Danger Mouse formou e lançou, em 2010, o incrível Broken Bells. “Se um projeto paralelo, ele chegou a esse nível, imagina o que não fará no próximo disco.” Expectativas foram catapultadas ao infinito.
Como todos sabem, expectativa é a irmã mais próxima da decepção. Se ele tá falando isso é porque o disco é ruim, você deve pensar. Nem é que seja ruim, já que conta com algumas boas músicas. Mas ele não se sustenta e seus poucos pontos altos acabam se perdendo em uma paisagem desértica. Geralmente escuto o disco sobre o qual escrevo para buscar inspiração, mas hoje estou escutando o melhor disco que o Shins nunca lançou, o já citado Broken Bells.
Desde o primeiro single lançado na internet, Simple Song, o gosto que ficou foi de comida requentada. Aquela que até tem um temperinho gostoso, mas que é sempre uma segunda opção depois de posta à mesa. The Rifle's Spiral abre os caminhos do disco, que até cumpre seu papel, mantém a atenção ligada no que se está tocando. Infelizmente, o resto parece ser um grande mexidão, onde se escuta mais do mesmo e acabamos sendo levados para longe da música, pelo qualquer coisa que aconteça ao redor. A atenção só volta a ser atraída quando se chega a 40 Mark Strasse, a penúltima do álbum. Ainda assim, apenas por segundos. Muito pouco, para quem fez tanto em outras tentativas.
Depois de tanto tempo, acho que merecíamos mais, hein, Mercer.
***
Enquanto isso, revejo a lista dos melhores de 2011 publicada aqui mesmo e me dou conta que deixei de fora o coeso Torches, dos moleques do Foster The People. Imperdoável. Se você ainda não ouviu, não perca tempo.
Pílulas
Miike Snow – Happy to You
A Suécia, quem diria, além de exportar loiras de 1,80m com hábitos sexuais liberais, não para de dar ao mundo boa música. O último disco de Miike Snow traz o calor e o ritmo que não se espera encontrar em seu invernal país de origem. The Wave e Paddling Out são destaques em um disco que ainda traz a introspectiva e belíssima Black Tin Box.
http://soundcloud.com/miikesnow/black-tin-box
Jack White – Blunderbuss
O que falar de Jack White que ainda não tenha sido falado? O mentor da finada White Stripes volta com seu primeiro disco solo, com o pé enfiado na lama do Blues e do Country de raiz. Tem peso, tem melodia e, de quebra, umas pitadas de genialidade. Já é possível vê-lo, velhinho, com uma guitarra no colo fazendo um show inesquecível como outros mestres do Blues. Recomendadíssimo.
The Shins – Port of Morrow
Faz alguns anos que espero o novo álbum do Shins. Cinco, para ser mais exato. E sempre os inclui na lista das minhas bandas prediletas. Durante esse tempo entre Wincing e Port of Morrow, James Mercer, o cabeça por trás da banda, se tornou conhecido no mundo da música e, mais do que isso, respeitado.
Assim não foi difícil arrumar parceiros de peso para participar de projetos paralelos, enquanto deixava os fãs de sua banda principal em modo de espera. Junto com Danger Mouse formou e lançou, em 2010, o incrível Broken Bells. “Se um projeto paralelo, ele chegou a esse nível, imagina o que não fará no próximo disco.” Expectativas foram catapultadas ao infinito.
Como todos sabem, expectativa é a irmã mais próxima da decepção. Se ele tá falando isso é porque o disco é ruim, você deve pensar. Nem é que seja ruim, já que conta com algumas boas músicas. Mas ele não se sustenta e seus poucos pontos altos acabam se perdendo em uma paisagem desértica. Geralmente escuto o disco sobre o qual escrevo para buscar inspiração, mas hoje estou escutando o melhor disco que o Shins nunca lançou, o já citado Broken Bells.
Desde o primeiro single lançado na internet, Simple Song, o gosto que ficou foi de comida requentada. Aquela que até tem um temperinho gostoso, mas que é sempre uma segunda opção depois de posta à mesa. The Rifle's Spiral abre os caminhos do disco, que até cumpre seu papel, mantém a atenção ligada no que se está tocando. Infelizmente, o resto parece ser um grande mexidão, onde se escuta mais do mesmo e acabamos sendo levados para longe da música, pelo qualquer coisa que aconteça ao redor. A atenção só volta a ser atraída quando se chega a 40 Mark Strasse, a penúltima do álbum. Ainda assim, apenas por segundos. Muito pouco, para quem fez tanto em outras tentativas.
Depois de tanto tempo, acho que merecíamos mais, hein, Mercer.
***
Enquanto isso, revejo a lista dos melhores de 2011 publicada aqui mesmo e me dou conta que deixei de fora o coeso Torches, dos moleques do Foster The People. Imperdoável. Se você ainda não ouviu, não perca tempo.
Pílulas
Miike Snow – Happy to You
A Suécia, quem diria, além de exportar loiras de 1,80m com hábitos sexuais liberais, não para de dar ao mundo boa música. O último disco de Miike Snow traz o calor e o ritmo que não se espera encontrar em seu invernal país de origem. The Wave e Paddling Out são destaques em um disco que ainda traz a introspectiva e belíssima Black Tin Box.
http://soundcloud.com/miikesnow/black-tin-box
Jack White – Blunderbuss
O que falar de Jack White que ainda não tenha sido falado? O mentor da finada White Stripes volta com seu primeiro disco solo, com o pé enfiado na lama do Blues e do Country de raiz. Tem peso, tem melodia e, de quebra, umas pitadas de genialidade. Já é possível vê-lo, velhinho, com uma guitarra no colo fazendo um show inesquecível como outros mestres do Blues. Recomendadíssimo.
Estava vendo tv, domingo à noite.
Numa passada, paro na MTV.
Beavis and Butthead, aquele mesmo, antigo, no ar.
Assisto a menos de 5 minutos.
De repente, tudo volta com uma força e velocidade tremendas.
Estou em middle 90's, eu acho.
ou início dessa década.
MTV era um canal que, simplesmente, não existia em Vitória.
Com sorte, pegávamos um rabicho de programação que passava nas madrugadas no canal 6.
TV a cabo não era uma realidade.
Hoje, é tudo mais fácil. Tv, internet, celulares, tudo, TUDO está aí para você.
Voltando aos 90. Que década.
O que realmente aconteceu por ali?
ou, what da fuck, será que aconteceu?
ou eram os meus dourados que passavam ali, embaixo do meu nariz, e me deixariam para trás para todo o sempre?
Lembro de tanta coisa, de tantas pessoas, do que fazia, do que ria, do que pulava, celebrava e curtia.
Bom, acabou-se o que era doce. 90 foi a 22 anos atrás.
Passou.
Passei.
Foi bom, valeu.
Até mais.
Ia golfar memórias e nostalgia, mas pra que? pra quem?
foda-se o que está perdido em memórias.
Um passo adiante e você já não mais no mesmo lugar.
Acho que o mesmo pode ser dito de segundos. minutos.
ou, numa maior escala, anos.
por que não, anos?
Melhor ver os clipes antigos que passam no Beavis & Butthead.
Pelo menos lá, Dave Grohl é só o baterista do nirvana.
Numa passada, paro na MTV.
Beavis and Butthead, aquele mesmo, antigo, no ar.
Assisto a menos de 5 minutos.
De repente, tudo volta com uma força e velocidade tremendas.
Estou em middle 90's, eu acho.
ou início dessa década.
MTV era um canal que, simplesmente, não existia em Vitória.
Com sorte, pegávamos um rabicho de programação que passava nas madrugadas no canal 6.
TV a cabo não era uma realidade.
Hoje, é tudo mais fácil. Tv, internet, celulares, tudo, TUDO está aí para você.
Voltando aos 90. Que década.
O que realmente aconteceu por ali?
ou, what da fuck, será que aconteceu?
ou eram os meus dourados que passavam ali, embaixo do meu nariz, e me deixariam para trás para todo o sempre?
Lembro de tanta coisa, de tantas pessoas, do que fazia, do que ria, do que pulava, celebrava e curtia.
Bom, acabou-se o que era doce. 90 foi a 22 anos atrás.
Passou.
Passei.
Foi bom, valeu.
Até mais.
Ia golfar memórias e nostalgia, mas pra que? pra quem?
foda-se o que está perdido em memórias.
Um passo adiante e você já não mais no mesmo lugar.
Acho que o mesmo pode ser dito de segundos. minutos.
ou, numa maior escala, anos.
por que não, anos?
Melhor ver os clipes antigos que passam no Beavis & Butthead.
Pelo menos lá, Dave Grohl é só o baterista do nirvana.
Terça-feira, Abril 10, 2012
Back to teenage
de volta à adolescência
Do nada, resolvi me dar de presente,
graças ao querido torrent e aos queridos usuários que cedem (seedam?) seus arquivos,
as séries My So-called Life e Popular.
A primeira, com a Claire Daines mais linda do que nunca, entrava pelo meu quarto, via telinha, canal 42, multishow em seus passos iniciais. Ainda tentando achar seu perfil de público, passava, às 14 horas, essa maravilha moderna.
Eu chegava do colégio (ou já seria da faculdade?) tomava banho, almoçava, deitava e assistia a série, antes de dar uma cochilada.
A segunda, Popular, passou no SBT e se chamava Popularidade.
Acho que passava domingo de manhã e certos dias me lembrava de ver.
Sempre foi uma série legal, e cheguei a acompanhar alguns episódios.
Mas a lembrança é a melhor possível e talvez eu vá arruiná-la agora que conseguirei rever,
com mais experiências vividas nas costas. Mas é um presente que me darei mesmo assim.
***
A outra classicidade sendo baixada é Férias do Barulho (Private Resort) dublado.
Filme de sessão das 10, do SBT (minha filha viu e gostou) que conta com Johnny Depp
antes dele só interpretar o papel de Johnny Depp.
Agora só falta correr atrás do último americano virgem. heheheh
de volta à adolescência
Do nada, resolvi me dar de presente,
graças ao querido torrent e aos queridos usuários que cedem (seedam?) seus arquivos,
as séries My So-called Life e Popular.
A primeira, com a Claire Daines mais linda do que nunca, entrava pelo meu quarto, via telinha, canal 42, multishow em seus passos iniciais. Ainda tentando achar seu perfil de público, passava, às 14 horas, essa maravilha moderna.
Eu chegava do colégio (ou já seria da faculdade?) tomava banho, almoçava, deitava e assistia a série, antes de dar uma cochilada.
A segunda, Popular, passou no SBT e se chamava Popularidade.
Acho que passava domingo de manhã e certos dias me lembrava de ver.
Sempre foi uma série legal, e cheguei a acompanhar alguns episódios.
Mas a lembrança é a melhor possível e talvez eu vá arruiná-la agora que conseguirei rever,
com mais experiências vividas nas costas. Mas é um presente que me darei mesmo assim.
***
A outra classicidade sendo baixada é Férias do Barulho (Private Resort) dublado.
Filme de sessão das 10, do SBT (minha filha viu e gostou) que conta com Johnny Depp
antes dele só interpretar o papel de Johnny Depp.
Agora só falta correr atrás do último americano virgem. heheheh
Domingo, Abril 08, 2012
Acabou.
Mas você soube que começou?
Olhaí o que eu pretendi fazer, e fiz, este ano:
Tempo da Quaresma
Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.
A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).
Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.
No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.
A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
3º.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.
Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
Fonte: Missal Romano
Mas você soube que começou?
Olhaí o que eu pretendi fazer, e fiz, este ano:
Tempo da Quaresma
Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.
A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).
Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa.
A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.
O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.
A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais.
No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.
Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (e também as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.
“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.
A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:
1º. - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;
2º.- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.
3º.- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;
4º.- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.
Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.
Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.
A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.
O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.
A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.
Fonte: Missal Romano
Sábado, Abril 07, 2012
Eu entendo o Caio.
Cada dia mais.
Para os que não conhecem, o Caio é um grande amigo, com uma diferença de idade de quase dez anos.
É, eu faço 36 em maio, ele 46 em dezembro.
Quando o conheci, ele devia ter seus 30 e poucos. Era mais velho.
Hoje o mais velho sou eu.
E cada vez entendo mais o que ele falava naquela época.
Hoje, então, pensei que deu pra festivais.
E me peguei pensando o mesmo que ele, só saio de casa agora pra ver um show do Hendrix.
Ok, não vou tão longe, vai.
Mas depois de duas décadas de shows, acho que já vi bastante coisa e cada vez menos me sinto compelido
a assistir a um show imperdível. Eles cada vez são menos imperdíveis, cada vez mais descartáveis e passageiros, cada vez mais da banda do dia, do mês ou, se muito, do ano. Acho que a bagagem, tudo o que você já viu acaba pesando nessa hora.
Vi muitas das bandas que queria, muitas mesmo. Já fiz uma lista aqui mesmo nesse blog.
Música ainda é legal. Mas shows são cada vez menos.
Como não posso cuspir no prato em que comi, fui no Circo ver o Foster The People e me diverti bastante.
Ótimo show, com energia e timing perfeitos. Mas e daqui a cinco anos? Será que fará tanta diferença assim tê-los visto em 2012?
E o Friendly Fires, que tocou aqui em 2009, e voltou em 2012 na turnê do disco meia boca?
Esse eu tive tanta preguiça, que acabei nem indo ver. No fundo bate uma dorzinha, mas que passa em dois, três dias. Já vi, no auge (e era só o primeiro disco, hein...).
Agora são onze e quarenta da noite. Acabei de ver o Foo Fighters fazer um bom show no Lolapaloza, em São Paulo.
Acabou, desliguei a tv. Estava em casa, de banho tomado, sem dor nas pernas, sem suar, sem ter que pensar em como farei para voltar para o hotel, sem crise em poder dormir até tarde, sem o danado do compromisso de ter que estar lá de novo no dia seguinte, ainda cansado da noite anterior e encarar mais um dia inteiro comendo porcarias, ao relento, ouvindo qualquer coisa até que as bandas que eu gosto toquem, em geral, um set menor, feito para festival mesmo.
Ou seja, motivo algum para me martirizar por não ter ido. Na verdade, fiquei até feliz por não ter ido.
Inclua aí o público mais interessado em aparecer, dizer que foi, beber pra caralho cerveja ruim e quente por sete, oito reais a lata, a fumaça de cigarro, o futum da maconha...
É, bicho, o lance é cada vez mais em casa.
Agora, do alto dos quase 36, o que me faz sair de casa pra ir em um show é um bom disco, a memória afetiva e os amigos. Ou um show do Hendrix. Esse, nem eu e nem o caio, perderíamos.
***
Quem sabe até o SWU eu mude de opinião e compre umas entradas vips, com comidas, bebidas e lugar pra sentar?
Cada dia mais.
Para os que não conhecem, o Caio é um grande amigo, com uma diferença de idade de quase dez anos.
É, eu faço 36 em maio, ele 46 em dezembro.
Quando o conheci, ele devia ter seus 30 e poucos. Era mais velho.
Hoje o mais velho sou eu.
E cada vez entendo mais o que ele falava naquela época.
Hoje, então, pensei que deu pra festivais.
E me peguei pensando o mesmo que ele, só saio de casa agora pra ver um show do Hendrix.
Ok, não vou tão longe, vai.
Mas depois de duas décadas de shows, acho que já vi bastante coisa e cada vez menos me sinto compelido
a assistir a um show imperdível. Eles cada vez são menos imperdíveis, cada vez mais descartáveis e passageiros, cada vez mais da banda do dia, do mês ou, se muito, do ano. Acho que a bagagem, tudo o que você já viu acaba pesando nessa hora.
Vi muitas das bandas que queria, muitas mesmo. Já fiz uma lista aqui mesmo nesse blog.
Música ainda é legal. Mas shows são cada vez menos.
Como não posso cuspir no prato em que comi, fui no Circo ver o Foster The People e me diverti bastante.
Ótimo show, com energia e timing perfeitos. Mas e daqui a cinco anos? Será que fará tanta diferença assim tê-los visto em 2012?
E o Friendly Fires, que tocou aqui em 2009, e voltou em 2012 na turnê do disco meia boca?
Esse eu tive tanta preguiça, que acabei nem indo ver. No fundo bate uma dorzinha, mas que passa em dois, três dias. Já vi, no auge (e era só o primeiro disco, hein...).
Agora são onze e quarenta da noite. Acabei de ver o Foo Fighters fazer um bom show no Lolapaloza, em São Paulo.
Acabou, desliguei a tv. Estava em casa, de banho tomado, sem dor nas pernas, sem suar, sem ter que pensar em como farei para voltar para o hotel, sem crise em poder dormir até tarde, sem o danado do compromisso de ter que estar lá de novo no dia seguinte, ainda cansado da noite anterior e encarar mais um dia inteiro comendo porcarias, ao relento, ouvindo qualquer coisa até que as bandas que eu gosto toquem, em geral, um set menor, feito para festival mesmo.
Ou seja, motivo algum para me martirizar por não ter ido. Na verdade, fiquei até feliz por não ter ido.
Inclua aí o público mais interessado em aparecer, dizer que foi, beber pra caralho cerveja ruim e quente por sete, oito reais a lata, a fumaça de cigarro, o futum da maconha...
É, bicho, o lance é cada vez mais em casa.
Agora, do alto dos quase 36, o que me faz sair de casa pra ir em um show é um bom disco, a memória afetiva e os amigos. Ou um show do Hendrix. Esse, nem eu e nem o caio, perderíamos.
***
Quem sabe até o SWU eu mude de opinião e compre umas entradas vips, com comidas, bebidas e lugar pra sentar?
Quarta-feira, Abril 04, 2012
Terça-feira, Março 27, 2012
E você, ainda acredita no amor?
Não sou dado a paixões. É realmente difícil sentir aquela falta de ar repentina que se convencionou chamar de amor à primeira vista.
Não vou negar que já tive, no entanto. Apesar de não ter dado muito certo.
O que eu pretendo questionar nesse espaço é o amor como conveniência.
Em milhares de situações, em milhares de comunidades, em milhares de grupos de amigos o que mais acontece é o fato do "Eu estou aqui, sozinho. Você está aí, sozinha."
Pessoas que já se conhecem, são amigos e tudo mais, e sem mais nem menos começam a se beijar.
Pronto, já estão apaixonados. Enamorados. Se bobear casam e tentam ser felizes para sempre.
Dentro de uma mentira.
A vida não é fácil assim, como parece.
Mas é assim que acontece em tantas cidades e em uma em especial.
Aquela escondida dos grandes acontecimentos.
Vejo casais se formando dentro de um grupo restrito, muito restrito, de pessoas.
Amores que surgem do nada depois de 5, 10, 15 anos de convivência.
Ou de conveniência.
De que adianta ficar correndo atrás do rabo, se o que quero é ficar velho com alguém que já conheço- e de onde não sairão surpresas nem grandes emoções - ao meu lado?
É amor?
Entra Jack Palance.
Não sou dado a paixões. É realmente difícil sentir aquela falta de ar repentina que se convencionou chamar de amor à primeira vista.
Não vou negar que já tive, no entanto. Apesar de não ter dado muito certo.
O que eu pretendo questionar nesse espaço é o amor como conveniência.
Em milhares de situações, em milhares de comunidades, em milhares de grupos de amigos o que mais acontece é o fato do "Eu estou aqui, sozinho. Você está aí, sozinha."
Pessoas que já se conhecem, são amigos e tudo mais, e sem mais nem menos começam a se beijar.
Pronto, já estão apaixonados. Enamorados. Se bobear casam e tentam ser felizes para sempre.
Dentro de uma mentira.
A vida não é fácil assim, como parece.
Mas é assim que acontece em tantas cidades e em uma em especial.
Aquela escondida dos grandes acontecimentos.
Vejo casais se formando dentro de um grupo restrito, muito restrito, de pessoas.
Amores que surgem do nada depois de 5, 10, 15 anos de convivência.
Ou de conveniência.
De que adianta ficar correndo atrás do rabo, se o que quero é ficar velho com alguém que já conheço- e de onde não sairão surpresas nem grandes emoções - ao meu lado?
É amor?
Entra Jack Palance.
Quarta-feira, Março 21, 2012
uma das grandes bobagens e que, infelizmente, também fazemos é guardar as palavras do "eu te amo" lá no nosso fundo.
Como se jogar aos 4 ventos o amor que sentimos pelo outro fosse uma fraqueza, uma abertura para ser derrubado.
Acho que o amor só fortalece. Sejam laços familiares, de amizade ou de concubinato.
E você, já disse eu te amo para quem importa hoje?
Como se jogar aos 4 ventos o amor que sentimos pelo outro fosse uma fraqueza, uma abertura para ser derrubado.
Acho que o amor só fortalece. Sejam laços familiares, de amizade ou de concubinato.
E você, já disse eu te amo para quem importa hoje?
Quinta-feira, Março 15, 2012
Três semanas.
é esse o tempo que passei até agora sem beber.
Se alguém duvidava, inclusive eu, já não há mais dúvidas.
No início você sente vontade, se pega sentindo o cheiro, o gosto da cerveja na boca.
Depois, esquece.
E um pouco mais adiante, começa a ver as pessoas te olhando de lado: como assim quaresma?
Este fim de semana passado foi difícil me segurar.
Alguns eventos sociais pediam uma cerveja, um vinho, umas risadas etílicas.
Mas, controlado, fiquei no guaraná e na água.
De verdade, depois dos tais eventos, me senti bem. Aliviado.
E sem ressaca.
O mais importante, nessas três semanas, foi rever a minha forma de lidar com a cerveja.
Hoje dou um valor que não dava antes. Acho que beberei menos, a partir de agora.
E antes que me digam para continuar sem beber para sempre,
vou logo avisando que nunca tive tanta cerveja gelada na geladeira.
hahahahahaha
é esse o tempo que passei até agora sem beber.
Se alguém duvidava, inclusive eu, já não há mais dúvidas.
No início você sente vontade, se pega sentindo o cheiro, o gosto da cerveja na boca.
Depois, esquece.
E um pouco mais adiante, começa a ver as pessoas te olhando de lado: como assim quaresma?
Este fim de semana passado foi difícil me segurar.
Alguns eventos sociais pediam uma cerveja, um vinho, umas risadas etílicas.
Mas, controlado, fiquei no guaraná e na água.
De verdade, depois dos tais eventos, me senti bem. Aliviado.
E sem ressaca.
O mais importante, nessas três semanas, foi rever a minha forma de lidar com a cerveja.
Hoje dou um valor que não dava antes. Acho que beberei menos, a partir de agora.
E antes que me digam para continuar sem beber para sempre,
vou logo avisando que nunca tive tanta cerveja gelada na geladeira.
hahahahahaha
Terça-feira, Março 06, 2012
Antes aqui
No Brasil, o ano só começa depois do Carnaval. Mas parece que a afirmativa não é
exclusividade nossa. No mundo da música, 2012 começou bem preguiçoso. Até agora está
difícil destacar algum lançamento digno de espanto. Enquanto esperamos pelos novos do
Shins, Pinback, Muse e Killers, entre tantos outros, vamos nos conformando com o pouco de
bom que apareceu até agora.
Entre a leva de nulidades, um disco do Nada Surf me cativou. Mas antes de partir para ele,
parênteses para uma mea culpa. Escolher um álbum do Nada Surf para resenhar, em 2012, já
é como olhar para trás com aquela saudade cheia de emoção que nubla o entendimento. A
banda teve seu auge em plenos anos 90 quando foi até trilha sonora de seriado adolescente
e lançou dois álbuns dignos de nota High/Low e The Proximity Effect. De lá para cá, acabou se
atendo à fórmula que foi sucesso (ou quase isso) e viu seus melhores dias ficarem para trás.
Seu último trabalho, The Stars Are Indifferent To Astronomy, não foge à regra. Mas, hoje em
dia, o que poderia soar ainda repetitivo acaba chamando a atenção. A sonoridade típica das
college radios americanas se impõe no transcorrer das faixas. A sujeira pensada e a urgência
em cada uma das músicas soam como um hino de louvor ao passado.
Já nos primeiros acordes de Clear Eye Clouded Mind seu aparelho de som se transforma em
uma máquina do tempo. A segunda canção, Waiting for Something, é como a carteira de
identidade da banda, Nada Surf dos pés à cabeça. Conforme as poucas dez faixas são passadas,
sentimos a unidade do trabalho, bem amarrado e crescendo a cada nova música. A trinca final
encerra o disco em alto estilo, com destaque irônico para a última, e bela, The Future. Para o
Nada Surf o futuro nunca esteve tão no passado.
Pílulas
Fun. - Some Nights
Um início grandioso, cheio de corais, vozes dobradas e uma vontade enorme de ser
considerado o novo Queen. Ouça Some Nights e tire suas próprias conclusões. Mas depois de
tentar convencer, o Fun. resolve fazer músicas com a sua cara. E o faz bem.
CéU - Caravana Sereia Bloom
A nova empreitada da CéU pode ser resumida em uma frase: “ô disquinho bom.” Caravana
Sereia Bloom é leve, malemolente e gostoso de ouvir do início ao fim. Qualidade Made In
Brasil para todos os gostos. Falta de Ar, Contravento e Baile da Ilusão não fariam feio em
nenhuma lista das melhores músicas do ano.
No Brasil, o ano só começa depois do Carnaval. Mas parece que a afirmativa não é
exclusividade nossa. No mundo da música, 2012 começou bem preguiçoso. Até agora está
difícil destacar algum lançamento digno de espanto. Enquanto esperamos pelos novos do
Shins, Pinback, Muse e Killers, entre tantos outros, vamos nos conformando com o pouco de
bom que apareceu até agora.
Entre a leva de nulidades, um disco do Nada Surf me cativou. Mas antes de partir para ele,
parênteses para uma mea culpa. Escolher um álbum do Nada Surf para resenhar, em 2012, já
é como olhar para trás com aquela saudade cheia de emoção que nubla o entendimento. A
banda teve seu auge em plenos anos 90 quando foi até trilha sonora de seriado adolescente
e lançou dois álbuns dignos de nota High/Low e The Proximity Effect. De lá para cá, acabou se
atendo à fórmula que foi sucesso (ou quase isso) e viu seus melhores dias ficarem para trás.
Seu último trabalho, The Stars Are Indifferent To Astronomy, não foge à regra. Mas, hoje em
dia, o que poderia soar ainda repetitivo acaba chamando a atenção. A sonoridade típica das
college radios americanas se impõe no transcorrer das faixas. A sujeira pensada e a urgência
em cada uma das músicas soam como um hino de louvor ao passado.
Já nos primeiros acordes de Clear Eye Clouded Mind seu aparelho de som se transforma em
uma máquina do tempo. A segunda canção, Waiting for Something, é como a carteira de
identidade da banda, Nada Surf dos pés à cabeça. Conforme as poucas dez faixas são passadas,
sentimos a unidade do trabalho, bem amarrado e crescendo a cada nova música. A trinca final
encerra o disco em alto estilo, com destaque irônico para a última, e bela, The Future. Para o
Nada Surf o futuro nunca esteve tão no passado.
Pílulas
Fun. - Some Nights
Um início grandioso, cheio de corais, vozes dobradas e uma vontade enorme de ser
considerado o novo Queen. Ouça Some Nights e tire suas próprias conclusões. Mas depois de
tentar convencer, o Fun. resolve fazer músicas com a sua cara. E o faz bem.
CéU - Caravana Sereia Bloom
A nova empreitada da CéU pode ser resumida em uma frase: “ô disquinho bom.” Caravana
Sereia Bloom é leve, malemolente e gostoso de ouvir do início ao fim. Qualidade Made In
Brasil para todos os gostos. Falta de Ar, Contravento e Baile da Ilusão não fariam feio em
nenhuma lista das melhores músicas do ano.
Atualizada!!!!!
27/01 - The Rapture + Breakbot
Descrição ali embaixo, é só procurar.
03/02 - Mayer Hawthorne
Estarei em São Paulo. Não, não me pergunte muito sobre isso...
09/03 - Morrissey, na Fundição. comprado
15/03 - The Naked and Famous
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
31/03 - Nação Zumbi
04/04 - Foster The People (comprado)
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema
22/04 - Anthrax + Misfits
03/05 - Noel Gallagher (comprado)
10/05 – The Kooks
18/05 - Matanza - Circo Voador
04/06 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos. (comprado)
set/out - SWU
Descrição ali embaixo, é só procurar.
09/03 - Morrissey, na Fundição. comprado
15/03 - The Naked and Famous
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
31/03 - Nação Zumbi
04/04 - Foster The People (comprado)
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema
22/04 - Anthrax + Misfits
03/05 - Noel Gallagher (comprado)
10/05 – The Kooks
18/05 - Matanza - Circo Voador
04/06 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos. (comprado)
set/out - SWU
Domingo, Março 04, 2012
Da chance de dizer tchau
Em outubro, peguei os últimos documentos que precisava para dar entrada no pedido de dupla nacionalidade.
Envie, por correio, toda a papelada para o consulado português e continuei a viver minha rotina.
Sexta-feira, dia 02 de março de 2012, chegou o boleto para pagar o processo.
O que isso quer dizer?
Que o processo foi aprovado. Pagando o boleto é questão de tempo até ter o passaporte comunitário.
E aí, vou poder "jogar" em qualquer time do Velho Mundo.
A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi largar tudo e meter o pé.
Crise, que crise?
Então você começa a pensar.
Sai para a feira de São Cistovão, assiste um bloco de carnaval tocando música brega (ou quase isso).
Come Tacacá e toma suco de taperebá.
Vê futebol na televisão e lê, nO Globo, que as obras da Copa não saem do papel.
Viver no Brasil é uma montanha-russa de emoções.
É penar no paraíso.
É aceitar a não-perfeição e tentar fazer o melhor, relevando todas as mazelas que insistem em bater na sua cara, dia após dia.
E a chance, a oportunidade de dizer tchau a qualquer momento, é reveladora.
Abre uma janela, remexe com um pedaço da cabeça, celebra memórias nem tão antigas.
Era fácil vestir a camisa da Inglaterra e sair por aí, fingindo ser saxão.
Era mole falar que nada aqui funcionava e que Londres era a perfeição, logo ali, um oceano depois.
Parecia ser a mais natural das despedidas, dar adeus aos tupiniquins e me misturar entre os colonizadores.
Hoje já não sei. Deve ser coisa da idade, do medo do erro, quando não há tanto tempo para consertar.
É preciso pensar, refletir, planejar. E acabar por descobrir que bom mesmo, é onde você está.
Seja aqui, ali ou acolá.
Dito isso, começo a planejar os próximos passos que darei, até o fim do ano.
Em outubro, peguei os últimos documentos que precisava para dar entrada no pedido de dupla nacionalidade.
Envie, por correio, toda a papelada para o consulado português e continuei a viver minha rotina.
Sexta-feira, dia 02 de março de 2012, chegou o boleto para pagar o processo.
O que isso quer dizer?
Que o processo foi aprovado. Pagando o boleto é questão de tempo até ter o passaporte comunitário.
E aí, vou poder "jogar" em qualquer time do Velho Mundo.
A primeira coisa que passou pela minha cabeça foi largar tudo e meter o pé.
Crise, que crise?
Então você começa a pensar.
Sai para a feira de São Cistovão, assiste um bloco de carnaval tocando música brega (ou quase isso).
Come Tacacá e toma suco de taperebá.
Vê futebol na televisão e lê, nO Globo, que as obras da Copa não saem do papel.
Viver no Brasil é uma montanha-russa de emoções.
É penar no paraíso.
É aceitar a não-perfeição e tentar fazer o melhor, relevando todas as mazelas que insistem em bater na sua cara, dia após dia.
E a chance, a oportunidade de dizer tchau a qualquer momento, é reveladora.
Abre uma janela, remexe com um pedaço da cabeça, celebra memórias nem tão antigas.
Era fácil vestir a camisa da Inglaterra e sair por aí, fingindo ser saxão.
Era mole falar que nada aqui funcionava e que Londres era a perfeição, logo ali, um oceano depois.
Parecia ser a mais natural das despedidas, dar adeus aos tupiniquins e me misturar entre os colonizadores.
Hoje já não sei. Deve ser coisa da idade, do medo do erro, quando não há tanto tempo para consertar.
É preciso pensar, refletir, planejar. E acabar por descobrir que bom mesmo, é onde você está.
Seja aqui, ali ou acolá.
Dito isso, começo a planejar os próximos passos que darei, até o fim do ano.
Quinta-feira, Março 01, 2012
E tome ferro no cartão...
Como a Popload vem ventilando nas últimas semanas e avisou ontem, a quinta-feira seria de boas notícias para os fãs de Noel Gallagher.
O ex-líder do Oasis pisará em solo latino pela primeira vez com seu trabalho musical longe de Liam, o High Flying Birdes.
Noel virá ao Brasil em maio, nas cidades de São Paulo (dia 2, Espaço das Américas) e Rio de Janeiro (dia 3, Vivo Rio).
Os shows devem fazer parte do projeto Live Music Rocks, da empresa XYZ, que pretende trazer ao país cerca de 10 nomes internacionais até o final do ano. O primeiro nome do projeto é um tal de Morrissey.
A venda de ingressos para o show de São Paulo começa AMANHÃ, dia 2 de março. Na semana que vem, dia 5, começam as vendas para o Rio de Janeiro.
PREÇO DE INGRESSOS
São Paulo - 2 de maio
Local: Espaço das Américas
Preços:
• Pista Premium: R$ 340 (meia R$ 170)
• Pista: R$ 180 (meia R$ 90)
Vendas a partir de 2 de março: www.livepass.com.br
Rio de Janeiro - 3 de maio
Local: VIVO RIO
Preços:
• Pista Premium : R$ 300 (meia R$ 150)
• Pista comum: R$ 200 (meia R$ 100)
• Camarote A: R$ 300 (meia R$ 150)
• Camarote B: R$ 280 (meia R$ 140)
• Frisa: R$ 140 (meia R$ 70)
Vendas a partir de 05 de março: www.ingressorapido.com.br
Como a Popload vem ventilando nas últimas semanas e avisou ontem, a quinta-feira seria de boas notícias para os fãs de Noel Gallagher.
O ex-líder do Oasis pisará em solo latino pela primeira vez com seu trabalho musical longe de Liam, o High Flying Birdes.
Noel virá ao Brasil em maio, nas cidades de São Paulo (dia 2, Espaço das Américas) e Rio de Janeiro (dia 3, Vivo Rio).
Os shows devem fazer parte do projeto Live Music Rocks, da empresa XYZ, que pretende trazer ao país cerca de 10 nomes internacionais até o final do ano. O primeiro nome do projeto é um tal de Morrissey.
A venda de ingressos para o show de São Paulo começa AMANHÃ, dia 2 de março. Na semana que vem, dia 5, começam as vendas para o Rio de Janeiro.
PREÇO DE INGRESSOS
São Paulo - 2 de maio
Local: Espaço das Américas
Preços:
• Pista Premium: R$ 340 (meia R$ 170)
• Pista: R$ 180 (meia R$ 90)
Vendas a partir de 2 de março: www.livepass.com.br
Rio de Janeiro - 3 de maio
Local: VIVO RIO
Preços:
• Pista Premium : R$ 300 (meia R$ 150)
• Pista comum: R$ 200 (meia R$ 100)
• Camarote A: R$ 300 (meia R$ 150)
• Camarote B: R$ 280 (meia R$ 140)
• Frisa: R$ 140 (meia R$ 70)
Vendas a partir de 05 de março: www.ingressorapido.com.br
Segunda-feira, Fevereiro 27, 2012
Atualizada!!!!!
27/01 - The Rapture + Breakbot
Descrição ali embaixo, é só procurar.
03/02 - Mayer Hawthorne
Estarei em São Paulo. Não, não me pergunte muito sobre isso...
09/03 - Morrissey, na Fundição.
Ops, ainda não fui retirar meus ingressos...
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
04/04 - Foster The People
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema22/04 - Anthrax + Misfits
10/05 – The Kooks
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos.
set/out - SWU
Descrição ali embaixo, é só procurar.
09/03 - Morrissey, na Fundição.
Ops, ainda não fui retirar meus ingressos...
Cancelado. Afinal, são os Crazy Mondays.
04/04 - Foster The People
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema22/04 - Anthrax + Misfits
10/05 – The Kooks
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
02/06 – Owl City
03/06 - Los Hermanos.
set/out - SWU
Fui procurar por Sorocaba no GoogleMaps.
Quando me vi, estava na fronteira do Brasil com o Paraguay.
Dei um pulinho ali pelo Chaco, vi umas rutas conhecidas e, sem entender como, lá estava eu de novo em Filadelfia.
Andava pelas ruas de terra, com a poeira a bater na cara. Pensava em milanesas com purê de papas. Via brasileiros e paraguaios olharem com desdém para os indígenas. Entrava na Toyota e a levava até o Boquerón para fazer comprar e olhar as pessoas fazendo algo da vida. Comia pizza enquanto assistia a filmes. Deitava no quarto quente e ligava o ar-condicionado. Tomava café da manhã, mate e tereré. Editava, editava e editava.
Bateu, claramente, a saudade. Com ela veio, em cheio, a melancolia.
A lembrança de um tempo perdido, improvável, de aventuras e sem rumo.
Deu vontade de tentar tudo de novo. Esquecer como devo viver a vida, seguindo convenções muito bem impostas, e seguir o caminho que escolhi.
O mundo ainda é pequeno, creiam.
Por mim.
Quando me vi, estava na fronteira do Brasil com o Paraguay.
Dei um pulinho ali pelo Chaco, vi umas rutas conhecidas e, sem entender como, lá estava eu de novo em Filadelfia.
Andava pelas ruas de terra, com a poeira a bater na cara. Pensava em milanesas com purê de papas. Via brasileiros e paraguaios olharem com desdém para os indígenas. Entrava na Toyota e a levava até o Boquerón para fazer comprar e olhar as pessoas fazendo algo da vida. Comia pizza enquanto assistia a filmes. Deitava no quarto quente e ligava o ar-condicionado. Tomava café da manhã, mate e tereré. Editava, editava e editava.
Bateu, claramente, a saudade. Com ela veio, em cheio, a melancolia.
A lembrança de um tempo perdido, improvável, de aventuras e sem rumo.
Deu vontade de tentar tudo de novo. Esquecer como devo viver a vida, seguindo convenções muito bem impostas, e seguir o caminho que escolhi.
O mundo ainda é pequeno, creiam.
Por mim.
Quinta-feira, Fevereiro 23, 2012
De metrô, faço o caminho casa trabalho e, aproximadamente 40 minutos.
Tempo o bastante para a empolgação da happy hour virar preguiça,
ou para a vontade de ir para casa virar sede de cevada.
Ontem foi um dia em que fiquei com vontade e sem vontade num período curto de tempo.
No entanto, quando liguei o mp3 e escolhi a trilha do Trent Reznor & Atticus Ross para
o filme The Girl with the Dragon Tatoo, meu mundo deu uma virada.
O filme ainda será lançado em terras tupiniquins, mas se a trilha servir de indicação,
ele será bem soturno e sombrio. Reznor sabe como ninguém dar significado a ruídos e barulhinhos e,
mais incrível ainda, juntar melodias incríveis a eles. Então, com essa trilha sonora, fui atrás de uma cerveja.
O local, onde já sou local, foi o Mr. Beer do Shopping Tijuca.
Aproveitando a promoção, comecei com uma Colorado Indica.
Garrafa de 500ml por R$11,90.
Da Indica acho que nem tenho mais o que falar.
É uma IPA (falo Ai Pi Ei), India Pale Ale.
A história desse estilo todo mundo já deve conhecer:
mais lúpulo e álcool numa pale ale inglesa para conservar a cerveja durante uma viagem até a India.
O culpado disso tudo? George Hodgson. Ou pelo menos é o que uma certa quantidade de exemplares de uma larga biblioteca etílica nos diz. Há, claro, os que são contrários à ideia de dar nome a UM inventor da IPA, uma vez que ela era feita por outras cervejarias também.
Esquecendo isso e indo para a cerveja:
A Colorado Indica é feita em Ribeirão Preto pela, em minha humilde opinião, melhor cervejaria brasileira. Como em todas as suas edições, há um ingrediente que faz a diferença: a adição de rapadura.
No copo, um cobre translúcido. Aroma de lúpulo, o que não tem como fugir muito numa IPA. Mas também tem um maltado, um toque da rapadura, certamente, que segue na boca.
Explosão de lúpulo no primeiro gole, com notas de malte torrado. Seca no final, pedindo o próximo gole.
Uma cerveja que, devo admitir, seria a minha primeira opção em qualquer ocasião.
Em nada assusta os 7%, perfeitamente equilibrados. Uma cerveja nota 10.
Tempo o bastante para a empolgação da happy hour virar preguiça,
ou para a vontade de ir para casa virar sede de cevada.
Ontem foi um dia em que fiquei com vontade e sem vontade num período curto de tempo.
No entanto, quando liguei o mp3 e escolhi a trilha do Trent Reznor & Atticus Ross para
o filme The Girl with the Dragon Tatoo, meu mundo deu uma virada.
O filme ainda será lançado em terras tupiniquins, mas se a trilha servir de indicação,
ele será bem soturno e sombrio. Reznor sabe como ninguém dar significado a ruídos e barulhinhos e,
mais incrível ainda, juntar melodias incríveis a eles. Então, com essa trilha sonora, fui atrás de uma cerveja.
O local, onde já sou local, foi o Mr. Beer do Shopping Tijuca.
Aproveitando a promoção, comecei com uma Colorado Indica.
Garrafa de 500ml por R$11,90.
Da Indica acho que nem tenho mais o que falar.
É uma IPA (falo Ai Pi Ei), India Pale Ale.
A história desse estilo todo mundo já deve conhecer:
mais lúpulo e álcool numa pale ale inglesa para conservar a cerveja durante uma viagem até a India.
O culpado disso tudo? George Hodgson. Ou pelo menos é o que uma certa quantidade de exemplares de uma larga biblioteca etílica nos diz. Há, claro, os que são contrários à ideia de dar nome a UM inventor da IPA, uma vez que ela era feita por outras cervejarias também.
Esquecendo isso e indo para a cerveja:
A Colorado Indica é feita em Ribeirão Preto pela, em minha humilde opinião, melhor cervejaria brasileira. Como em todas as suas edições, há um ingrediente que faz a diferença: a adição de rapadura.
No copo, um cobre translúcido. Aroma de lúpulo, o que não tem como fugir muito numa IPA. Mas também tem um maltado, um toque da rapadura, certamente, que segue na boca.
Explosão de lúpulo no primeiro gole, com notas de malte torrado. Seca no final, pedindo o próximo gole.
Uma cerveja que, devo admitir, seria a minha primeira opção em qualquer ocasião.
Em nada assusta os 7%, perfeitamente equilibrados. Uma cerveja nota 10.
Domingo, Fevereiro 12, 2012
Domingo, início de tarde.
Falta do que fazer. O suor escorre torso abaixo. Paro para espirrar.
Mais tarde, o almoço será yakissoba. Amanhã, yakissobras.
Vontade de cappuccino. Muita vontade. A padaria não é tão longe. Mas não irei até lá.
Passou o tempo. Deixei o texto de lado.
Passou a vontade de cappuccino.
O suor, continua.
Como está quente essa cidade.
Essa cidade. Olho para janela e minha vista não é mais que uma série de janelas. Outros quartos que olham para o meu quarto. Nesses momentos em silêncio, penso.
Olha quanto prédio. Quanta gente morando no ar. Sim, no ar. O chão é dividido, centímetros para cada. O ar é nosso. Esse pedaço de cimento e vergalhões.
Para cada prédio desses, quanto dos recursos naturais da Terra está investido?
Quanta brita, pedra, areia, metal, madeira? Quanto?
O mar está subindo mesmo ou somos nós que subimos deixando a Terra mais baixa? Tiramos tanto para nos colocarmos aqui em cima que o buraco deixado está abaixo da linha do mar. Ah, mas isso é problema deles que moram embaixo.
Deixem que se virem, nadem se for o caso.
Eu, nada.
Falta do que fazer. O suor escorre torso abaixo. Paro para espirrar.
Mais tarde, o almoço será yakissoba. Amanhã, yakissobras.
Vontade de cappuccino. Muita vontade. A padaria não é tão longe. Mas não irei até lá.
Passou o tempo. Deixei o texto de lado.
Passou a vontade de cappuccino.
O suor, continua.
Como está quente essa cidade.
Essa cidade. Olho para janela e minha vista não é mais que uma série de janelas. Outros quartos que olham para o meu quarto. Nesses momentos em silêncio, penso.
Olha quanto prédio. Quanta gente morando no ar. Sim, no ar. O chão é dividido, centímetros para cada. O ar é nosso. Esse pedaço de cimento e vergalhões.
Para cada prédio desses, quanto dos recursos naturais da Terra está investido?
Quanta brita, pedra, areia, metal, madeira? Quanto?
O mar está subindo mesmo ou somos nós que subimos deixando a Terra mais baixa? Tiramos tanto para nos colocarmos aqui em cima que o buraco deixado está abaixo da linha do mar. Ah, mas isso é problema deles que moram embaixo.
Deixem que se virem, nadem se for o caso.
Eu, nada.
quebra de paradigma
não sei se é o caso do botafogo, mas tem time pagando 700 mil reais pra jogador meia bomba pra caramba por todo o Brasil.
Com essa grana não dá pra trazer um Sneijder, que tá com contrato quase encerrando na Inter?
Acho que chegou o momento de usar essa força financeira do Brasil e a crise na Europa pra trazer
uns caras bons, europeus de ponta, pra jogar no Brasil.
Ou nosso complexo de vira-latas não deixa?
não sei se é o caso do botafogo, mas tem time pagando 700 mil reais pra jogador meia bomba pra caramba por todo o Brasil.
Com essa grana não dá pra trazer um Sneijder, que tá com contrato quase encerrando na Inter?
Acho que chegou o momento de usar essa força financeira do Brasil e a crise na Europa pra trazer
uns caras bons, europeus de ponta, pra jogar no Brasil.
Ou nosso complexo de vira-latas não deixa?
Bunda
Senta a bunda e começa a escrever. Se quer viver de palavras é o que tem que fazer.
Não parece tão difícil de se pensar, mas é muito, mas muito mais complicado do que se pensa fugir do futebol na televisão, das páginas e páginas de bobeiras na internet ou da música que sai do fone. É um trabalho árduo, apesar de não cansar tanto os braços, escrever.
Então senta a bunda. Liga o computador. Esquece o futebol na televisão, diga não às malditas noticias da morte da última celebridade musical. Esquece a música... Bem, a música talvez não seja tão ruim. Ela relaxa, cria uma imensidão na mente. Com sorte pode trazer recordações, sensações, lembranças. Pode, mesmo, servir de musa. Inspiradora. Liga-se, então, a caixa sonora.
As melodias que saem como ondas levam as mãos a surfar pelo teclado.
Agora parece mais fácil dar adeus ao futebol na televisão, às muitas paginas de imbecilidades escritas na internet. Há que se admitir: a facilidade da negação é obtida pela falta de sinal do roteador wireless. Sem sinal, sem internet. Sem Facebook, sem Orkut, sem MSN, Gmail, notícias online, fotos de shows, vídeos da celebridade morta da vez.
Espera!
Pontinhos acessos, pirilampos em sua dança à procura de atenção. O sinal está de volta. Uma olhada nas mensagens recebidas na alta madrugada. Mesmo que você saiba, como sempre, que elas não serão mais do que anúncios de cupons de rodízio de pizza ou de diárias a preços nada módicos em pousadas afrodisíacas em Búzios. A onda musical também serve para um outro tipo de surf. Surfar as páginas, em intermináveis séries, cheias de vagas que te levam cada vez mais longe da costa segura do papel em branco, devir papel em telas de cristal líquido.
Segura a onda, camarada. Senta a bunda na cadeira, liga a máquina de escrever. Prepara a caneta para as anotações que virão. Começar a escrever, mantra, começar a escrever. A música, a internet, digita, vai, por favor, digita.
O locutor grita, berra, se esgoela. Por cima do gol. Tiro de meta, e lá vai a atenção chutada, junto com a bola, pelo goleiro. Correria, música, email, internet e a página, em branco.
Escrever é um ofício. Põe na cabeça. Não há Paris, não há festas. Lofts solitários em sobrados perdidos. Senta a bunda e...
Não. Esquece. Levanta a bunda. Isso, levanta a bunda, aproveita e leva o computador no colo. Aumenta o som. Vai pro sofá e se liga na TV. Depois escreve. Afinal, hoje é domingo.
E domingo é dia de futebol.
Senta a bunda e começa a escrever. Se quer viver de palavras é o que tem que fazer.
Não parece tão difícil de se pensar, mas é muito, mas muito mais complicado do que se pensa fugir do futebol na televisão, das páginas e páginas de bobeiras na internet ou da música que sai do fone. É um trabalho árduo, apesar de não cansar tanto os braços, escrever.
Então senta a bunda. Liga o computador. Esquece o futebol na televisão, diga não às malditas noticias da morte da última celebridade musical. Esquece a música... Bem, a música talvez não seja tão ruim. Ela relaxa, cria uma imensidão na mente. Com sorte pode trazer recordações, sensações, lembranças. Pode, mesmo, servir de musa. Inspiradora. Liga-se, então, a caixa sonora.
As melodias que saem como ondas levam as mãos a surfar pelo teclado.
Agora parece mais fácil dar adeus ao futebol na televisão, às muitas paginas de imbecilidades escritas na internet. Há que se admitir: a facilidade da negação é obtida pela falta de sinal do roteador wireless. Sem sinal, sem internet. Sem Facebook, sem Orkut, sem MSN, Gmail, notícias online, fotos de shows, vídeos da celebridade morta da vez.
Espera!
Pontinhos acessos, pirilampos em sua dança à procura de atenção. O sinal está de volta. Uma olhada nas mensagens recebidas na alta madrugada. Mesmo que você saiba, como sempre, que elas não serão mais do que anúncios de cupons de rodízio de pizza ou de diárias a preços nada módicos em pousadas afrodisíacas em Búzios. A onda musical também serve para um outro tipo de surf. Surfar as páginas, em intermináveis séries, cheias de vagas que te levam cada vez mais longe da costa segura do papel em branco, devir papel em telas de cristal líquido.
Segura a onda, camarada. Senta a bunda na cadeira, liga a máquina de escrever. Prepara a caneta para as anotações que virão. Começar a escrever, mantra, começar a escrever. A música, a internet, digita, vai, por favor, digita.
O locutor grita, berra, se esgoela. Por cima do gol. Tiro de meta, e lá vai a atenção chutada, junto com a bola, pelo goleiro. Correria, música, email, internet e a página, em branco.
Escrever é um ofício. Põe na cabeça. Não há Paris, não há festas. Lofts solitários em sobrados perdidos. Senta a bunda e...
Não. Esquece. Levanta a bunda. Isso, levanta a bunda, aproveita e leva o computador no colo. Aumenta o som. Vai pro sofá e se liga na TV. Depois escreve. Afinal, hoje é domingo.
E domingo é dia de futebol.
Sábado, Fevereiro 11, 2012
Ando longe daqui, né?
não quer dizer que parei de escrever.
Agora ando rabiscando um pobresquine.
Mas escrever no metrô é difícil, viu?
Tudo treme, fico inelegível até para mim mesmo.
De qquer forma, vamos voltar aos shows, a lista que estou mantendo desde o início do ano.
Com essa notícia abaixo, e com a confirmação da compra do ingresso pro Morrissey, a lista começa a se alongar.
A grana é que aperta...
A vinda de atrações internacionais ao Brasil parece não ter fim. Nesta manhã, o Circo Voador anunciou diversos shows em sua agenda. Foster The People, Gogol Bordello, Thievery Corporation, The Kooks, Friendly Fires, Owl City e Buraka Som Sistema se juntam aos já confirmados The Naked and The Famous, The Vaccines e The Ting Tings entres os meses de março e junho.
As datas das apresentações, disponibilizadas no site do Circo Voador são as seguintes:
04/04 - Foster The People
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema
10/05 – The Kooks
02/06 – Owl City
não quer dizer que parei de escrever.
Agora ando rabiscando um pobresquine.
Mas escrever no metrô é difícil, viu?
Tudo treme, fico inelegível até para mim mesmo.
De qquer forma, vamos voltar aos shows, a lista que estou mantendo desde o início do ano.
Com essa notícia abaixo, e com a confirmação da compra do ingresso pro Morrissey, a lista começa a se alongar.
A grana é que aperta...
A vinda de atrações internacionais ao Brasil parece não ter fim. Nesta manhã, o Circo Voador anunciou diversos shows em sua agenda. Foster The People, Gogol Bordello, Thievery Corporation, The Kooks, Friendly Fires, Owl City e Buraka Som Sistema se juntam aos já confirmados The Naked and The Famous, The Vaccines e The Ting Tings entres os meses de março e junho.
As datas das apresentações, disponibilizadas no site do Circo Voador são as seguintes:
04/04 - Foster The People
05/04 – Gogol Bordello e Thivery Corporation
06/04 – Friendly Fires
21/04 – Buraka Som Sistema
10/05 – The Kooks
02/06 – Owl City
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2012
Rapture e Breakbot no Circo Voador
Bom, estava sem grana e até as 20 horas não ia ao show.
De repente, me aparece alguém oferecendo ingresso pela internet.
Pedi e ganhei. Simples assim.
Fui ao show, debaixo de chuva. Chuva esta que nos acompanharia a noite inteira,
dando inclusive uma apertada durante o inicio do set do Breakbot.
As companhias especiais tornaram o show ainda mais legal. E vamos a ele.
O Rapture ficou conhecido mundialmente com House of Jealous Lovers.
Era obrigatório tocar esta música nas festinhas que fazia em 2001/2002.
Isso mesmo, há 10 anos atrás.
De lá pra cá, muita coisa mudou.
Os seguidores do hype, esses esqueceram a banda.
Os apreciadores pegaram tudo o que viram na internet e compraram os outros discos,
conforme foram lançados.
Bom, acontece que dez anos é tempo pra caramba. A banda amadureceu, diriam uns,
envelheceu dizem outros. O pique no palco não é mais o mesmo. A banda não é mais a mesma,
e como um daqueles apreciadores, sinto muita falta do Mattie Safer, que fazia contraponto à voz esganiçada do Luke Jenner.
As músicas, e aí, coloque a culpa no último disco, também não são mais as mesmas, sem o pique que fazia você pular como pipoca.
Há que se pesar na balança a morte da mão de Jenner e a influência do ocorrido na concepção do novo disco, "In the grace of your love", título auto-explicativo.
Dito isso, assistimos a um show de uma banda mais contida. Mais velha, mas com tudo no lugar.
Se as novas músicas não fazem pular, dá para apreciá-las numa boa, porque são boas.
E nas músicas mais "antigas", o pique está todo lá de volta, com direito a gritos e refrões cantados em uníssono.
O show, curto, até para os padrões do circo, deixou algumas pérolas de fora, como Sister Savior.
Mas teve essas duas daí do vídeo, na melhor e mais animada parte do concerto. Colado com a versão de How Deep is Your Love, fechando a noite.
Depois de dez anos, foi bom revê-los. E tive a certeza de que aquela empolgação presente no Tim Festival, onde fizeram o que considerei um dos shows da minha vida (até aquele momento), nunca mais voltará.
***
Breakbot
De repente, surge duas caixas em cima do palco, com um equipamento em cima delas.
Breakbot entraria em cena e faria seu dj set. Como ele mesmo disse, ainda está para lançar seu álbum
em algum momento deste ano. Aí sim, começará a fazer shows. No entanto, tocou sua mais famosa música (baby, i´m yours) logo no início do set e enveredou, em seguida, por um caminho meio trilha de Amaury Jr. Disco com uma levada sexye. Detalhe pro visual Jesus do camarada.
Terça-feira, Janeiro 31, 2012
"E assim prosseguimos, botes contra a corrente, impelidos incessantemente para o passado."
O Grande Gatsby; F. Scott Fitzgerald
Essa deve ser umas das frases mais citadas na internê.
Pudera, carrega em si muitas das nossas fraquezas e angústias.
Quem nunca soube, ou melhor, teve certeza de que o melhor já passou?
De que, daqui para a frente, tudo o que o destino trouxer vai ser um arremedo de sentimentos, emoções,
uma cópia inferior do que já vivemos?
Pensar na vitalidade dos 15, dos 20, dos 25 anos, com a mentalidade dos 35, 40, 45 é opressor.
O peso das escolhas esmagam o passado, como se fossemos fugitivos, atravessando portas à medida
que um andar se desfaz atrás de nossos passos.
No point of return.
Sem voltas, sem reviravoltas.
Escrito, selado.
O que resta é caminhar. Seguir.
Esquecer os remos e deixar a correnteza levar.
***
Fala-se de amores. Amores imperfeitos, skankeando a frase.
Ainda assim, perfeitos encobertos ao véu do tempo.
Dilacerador de realidades.
Tomo um exemplar que discorre sobre futuro. Internet. Cibercultura.
Sou, então, tragado por um redemoinho que me força a voar.
Necessidade de olhar, observar, experimentar, sentir a realidade que teimar em não se realizar.
O futuro é agora.
E o passado? Aquele para o qual sempre voltamos nosso pensamento?
Como conciliar a necessidade de futuro, com o presente preso ao passado?
Deixo para vocês a pergunta para a qual, segundo após segundo, tento encontrar a resposta.
O Grande Gatsby; F. Scott Fitzgerald
Essa deve ser umas das frases mais citadas na internê.
Pudera, carrega em si muitas das nossas fraquezas e angústias.
Quem nunca soube, ou melhor, teve certeza de que o melhor já passou?
De que, daqui para a frente, tudo o que o destino trouxer vai ser um arremedo de sentimentos, emoções,
uma cópia inferior do que já vivemos?
Pensar na vitalidade dos 15, dos 20, dos 25 anos, com a mentalidade dos 35, 40, 45 é opressor.
O peso das escolhas esmagam o passado, como se fossemos fugitivos, atravessando portas à medida
que um andar se desfaz atrás de nossos passos.
No point of return.
Sem voltas, sem reviravoltas.
Escrito, selado.
O que resta é caminhar. Seguir.
Esquecer os remos e deixar a correnteza levar.
***
Fala-se de amores. Amores imperfeitos, skankeando a frase.
Ainda assim, perfeitos encobertos ao véu do tempo.
Dilacerador de realidades.
Tomo um exemplar que discorre sobre futuro. Internet. Cibercultura.
Sou, então, tragado por um redemoinho que me força a voar.
Necessidade de olhar, observar, experimentar, sentir a realidade que teimar em não se realizar.
O futuro é agora.
E o passado? Aquele para o qual sempre voltamos nosso pensamento?
Como conciliar a necessidade de futuro, com o presente preso ao passado?
Deixo para vocês a pergunta para a qual, segundo após segundo, tento encontrar a resposta.
Quinta-feira, Janeiro 26, 2012
Da queda
Hoje o Rio acordou meio amuado. Ou, poderia dizer, ainda não acordou. O pesadelo é real, apesar de parecer tão distante. Possível apenas do lado de lá da tela.
Nos rostos das pessoas indo cedo para o trabalho dá para perceber que há uma ruga a mais, de tristeza. A cidade está de luto. Quieta. Impassível.
Impossível evitar que os pensamentos parem ali na 13 de maio, um ponto antes do que o devido. Para uma olhada, tentar entender o como e o porquê.
O silêncio, respeitoso, mantido por todo o trajeto. Como uma prece sem palavras pela cidade, pelos parentes e, quem sabe, já que ainda não se sabe, pelas possíveis vítimas.
O Rio ainda não acordou, mas já sabe que esse é um sonho do qual não quer se lembrar.
Hoje o Rio acordou meio amuado. Ou, poderia dizer, ainda não acordou. O pesadelo é real, apesar de parecer tão distante. Possível apenas do lado de lá da tela.
Nos rostos das pessoas indo cedo para o trabalho dá para perceber que há uma ruga a mais, de tristeza. A cidade está de luto. Quieta. Impassível.
Impossível evitar que os pensamentos parem ali na 13 de maio, um ponto antes do que o devido. Para uma olhada, tentar entender o como e o porquê.
O silêncio, respeitoso, mantido por todo o trajeto. Como uma prece sem palavras pela cidade, pelos parentes e, quem sabe, já que ainda não se sabe, pelas possíveis vítimas.
O Rio ainda não acordou, mas já sabe que esse é um sonho do qual não quer se lembrar.
Terça-feira, Janeiro 24, 2012
Quinta-feira, Janeiro 19, 2012
Pra quem não sabe, entrei numa onda de leitura.
Desde o início do ano já li dois livros e comecei o terceiro ontem,
chamado O Grande Gatsby.
Daí que escrevi um textinho e gostaria de dividi-lo com você:
Ler o livro do Fritzgerald é como comer uma pizza de calabresa.
Você come o todo, a massa com queijo e molho de tomate,
mas o momento que espera é aquele pedacinho crocante de calabresa bem salgadinho.
Aquele que faz tudo valer a pena. O telefonema pra pizzaria, o preenchimento do cheque, a espera...
Ele escreve bem, o livro anda legal, e até aí tudo normal.
Mas no meio de um capítulo você se depara com uma frase que é simplesmente maravilhosa.
Te faz parar de ler e pensar.
Como uma calabresa, numa fatia de pizza de calabresa.
as calabresas do fritzgerald.
ERRATA: onde lê-se fritzgerald ler Fitzgerald
Desde o início do ano já li dois livros e comecei o terceiro ontem,
chamado O Grande Gatsby.
Daí que escrevi um textinho e gostaria de dividi-lo com você:
Ler o livro do Fritzgerald é como comer uma pizza de calabresa.
Você come o todo, a massa com queijo e molho de tomate,
mas o momento que espera é aquele pedacinho crocante de calabresa bem salgadinho.
Aquele que faz tudo valer a pena. O telefonema pra pizzaria, o preenchimento do cheque, a espera...
Ele escreve bem, o livro anda legal, e até aí tudo normal.
Mas no meio de um capítulo você se depara com uma frase que é simplesmente maravilhosa.
Te faz parar de ler e pensar.
Como uma calabresa, numa fatia de pizza de calabresa.
as calabresas do fritzgerald.
ERRATA: onde lê-se fritzgerald ler Fitzgerald
Segunda-feira, Janeiro 16, 2012
Atualizada!!!!!
27/01 - The Rapture + Breakbot
03/02 - Mayer Hawthorne
Estarei em São Paulo. Não, não me pergunte muito sobre isso...
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
22/04 - Anthrax + Misfits
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
26/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso SOLD OUT
03/06 - Los Hermanos. Eis que surgem mais duas datas!!!!
set/out - SWU
27/01 - The Rapture + Breakbot
17/03 - Happy Mondays, Circo Voador
22/04 - Anthrax + Misfits
04/05 - Tune-Yards, Teatro Odisséia
27/05 - Los Hermanos, Fundição Progresso
03/06 - Los Hermanos. Eis que surgem mais duas datas!!!!
set/out - SWU
Quarta-feira, Janeiro 11, 2012
Preciso eternizar aqui o meu embasbaque com Admirável Mundo Novo, do Huxley.
O terceiro capítulo, em especial, é de uma genialidade ímpar.
E pensar que o cara fez isso antes, muito antes das mudernidades literárias.
Para quem não sabe, há três cenas acontecendo ao mesmo tempo, em cortes abruptos.
No fim, temos uma linha de cada uma, num crescendo de urgência absurdo.
É de fechar o livro e recuperar o fôlego.
Só isso já me valeu todos os livros que lerei este ano.
E o ano promete.
O terceiro capítulo, em especial, é de uma genialidade ímpar.
E pensar que o cara fez isso antes, muito antes das mudernidades literárias.
Para quem não sabe, há três cenas acontecendo ao mesmo tempo, em cortes abruptos.
No fim, temos uma linha de cada uma, num crescendo de urgência absurdo.
É de fechar o livro e recuperar o fôlego.
Só isso já me valeu todos os livros que lerei este ano.
E o ano promete.
Terça-feira, Janeiro 10, 2012
Dos primórdios da internet,
quando ainda conversávamos em chats,
quando o Terra ainda era ZAZ e tínhamos que pagar para usar um e-mail,
baixar músicas era um negócio complicado.
É por isso que tenho um carinho especial pelas bandas que ouvia naquela época.
Época que volta até 1996,1997, 1999 no máximo.
Uma delas, que me marcou, tanto que lembro até hoje dela foi a
Orchards & Vines. Baixei umas músicas e ouvia até cansar.
Poucas músicas, umas duas ou quatro.
Daí que catei o disco deles hoje, onde tudo parece estar ali à mão.
Pois é, parece.
Esse disco tem UM, isso mesmo UM à venda na Amazon.com, por estranhos 47 dólares.
E nada, eu disse, NADA nos blogs, rapidshares ou mediafires da vida.
No Torrent procurarei mais tarde.
Então, se você tiver pego este disco ou baixado e quiser me passar um link,
uma fita casete ou mesmo um cdzinho gravado, aceitarei de bom gosto.
1. Tomorrow's Yesterday
2. Across The Waters
3. Violet
4. Breathing
5. My Own Sky
6. Ever Dream of Moonlight
7. Drifting
8. In The Darkness
9. Storm
10. Song of the Selkie
11. Dolphin Song
12. Sunergy
13. Turtle Bliss
Dessas, poucas eu ouvi.
Quem diria...
quando ainda conversávamos em chats,
quando o Terra ainda era ZAZ e tínhamos que pagar para usar um e-mail,
baixar músicas era um negócio complicado.
É por isso que tenho um carinho especial pelas bandas que ouvia naquela época.
Época que volta até 1996,1997, 1999 no máximo.
Uma delas, que me marcou, tanto que lembro até hoje dela foi a
Orchards & Vines. Baixei umas músicas e ouvia até cansar.
Poucas músicas, umas duas ou quatro.
Daí que catei o disco deles hoje, onde tudo parece estar ali à mão.
Pois é, parece.
Esse disco tem UM, isso mesmo UM à venda na Amazon.com, por estranhos 47 dólares.
E nada, eu disse, NADA nos blogs, rapidshares ou mediafires da vida.
No Torrent procurarei mais tarde.
Então, se você tiver pego este disco ou baixado e quiser me passar um link,
uma fita casete ou mesmo um cdzinho gravado, aceitarei de bom gosto.
1. Tomorrow's Yesterday
2. Across The Waters
3. Violet
4. Breathing
5. My Own Sky
6. Ever Dream of Moonlight
7. Drifting
8. In The Darkness
9. Storm
10. Song of the Selkie
11. Dolphin Song
12. Sunergy
13. Turtle Bliss
Dessas, poucas eu ouvi.
Quem diria...
Segunda-feira, Janeiro 09, 2012
O Proustituto
O apartamento era simples, dois cômodos. Quarto, sala, outro quarto. Ele nunca descobriu qual o propósito do segundo quarto, com uma cama de solteiro, mas mais para frente acabaria achando uma ocupação para o cômodo. O outro quarto, o principal, a suíte, tinha uma cama de casal com o lençol sempre desarrumado. Jornais colados na janela serviam de blecaute. Na mesa de cabeceira um aparelho de som e um despertador quebrado. Na estante, uma pilha de livros deitados acumulava poeira. A não ser um, limpo e de pé, separado dos outros. Como um troféu que merecesse ser adorado, aquele livro de capa azul ficava em destaque.
Na sala, nada que pudesse chamar a atenção. Sofá, TV de tubo, carpete e uma pequena mesa de jantar, para quatro pessoas, não mais. Apesar disso, só o mesmo amigo de sempre é que aparecia, do nada, nos finais de semana em busca de um almoço requentado ou de uma conversa fresca. O assunto não diferia muito: cinema, mulheres e, às vésperas das férias de um ou outro, viagens.
Em um dia de strogonoff de frango com batatas assadas em papel alumínio, o amigo lembrou que uma menina tinha perguntado quem era aquele sujeito de camisa de botão que tinha estado no bar com ele. Não é necessário dizer que o tal sujeito era ele mesmo.
- Mas que menina é essa? Como ela é?
- Se lembra que cumprimentei uma garota numa mesa, logo que a gente chegou? A namorado do Vlad?
- Hum...
- Então. Ela estava nessa mesa e, depois, perguntou pra ela quem era você. Eu não acreditei, claro. Mas ela me passou o telefone e pediu pr´eu te entregar.
O almoço acabou ficando meio sem sal e a cabeça, bom, perdida em inúteis tentativas de roteirizar a ligação, do primeiro alô até o momento em que, depois de gozar, caía pro lado, cansado e suado, ela abraçada a ele, ainda quente e vermelha. A ligação demorou a acontecer, mas depois de umas duas semanas, tomou coragem. Marcaram um sanduíche natural numa loja nova, perto de sua casa. Aproveitou a ocasião para cortar o cabelo, ajeitar a pequena barba que teimava em não crescer e usar, como na primeira vez que o vira, a camisa de botão.
Mordidas e sucos depois, entram no pequeno apartamento. O porteiro, de soslaio, sacou a presença da quinta mulher diferente em menos de dois meses. Sabia que no dia seguinte iam acabar se encontrando e que ouviria uma piadinha do tipo “Outra, hein Seu Davi?”. No AP ficaram de papo no sofá. Falaram de cinema, marcaram uma sessão de DVD qualquer dia desses, pode ser aqui em casa mesmo, você até pode escolher o filme. Ah, quero ver aquele da filha do Copolla. Tudo bem. Gosto muito dela. Quer beber algo? Tenho uma ice na geladeira.
Sempre tinha. Era assim que começava. Ou acabava, dependendo da situação. Duas, três.
- Ah, deixa eu te mostrar uma coisa que adoro! Tá lá no quarto.
Os dois, entorpecidos, sentam na cama. Ele vai até a estante, pega o livro de capa azul, como um troféu. Com as duas mãos, oferece a ela o volume.
- Nunca ouvi falar. É bom?
- Não vou nem te responder. Vou ler um pedacinho para você. É um pouco longo, acho que umas cinco ou seis páginas. Tá até marcado, amo essa parte. Você vai ver só. É a melhor descrição que uma memória pode ter, um monte de páginas para falar de uma madaleine com chá.
- É tipo um bolinho, um doce francês. Coisa fina.
E lá foi ele, página após página. Ao fim, derramava uma lágrima planejada.
- Desculpa. É que me lembro da minha avó.
Um abraço. Um beijo. Outro beijo. A gozada e a queda para o lado, suado, ela a abraçá-lo. Os dois adormecem. Ele a acorda perto da manhã. Ela entende o recado. Pega suas coisas, ajeita o cabelo, passa o blush e vai até a garagem, onde parou seu carro. Ele a acompanha, de pijama e chinelo, e se despede com um beijo frio no rosto. Sobe os 12 andares até seu apartamento, o pequeno apartamento. Entra devagar, tira o chinelo. Bebe um copo de água e vai até o quarto. Na penumbra do amanhecer, conseguiu decifrar os contornos do volume, em meio aos lençóis e travesseiros. Pegou com carinho o livro, beijou o nome do autor, escrito em negrito, logo acima do título, Marcel Proust. Foi até a estante e passou a mão com carinho sobre o canto onde o livro estava. Em seguida passou a mão sobre a capa e ajeitou o Caminho de Swann na estante. Em pé, como um troféu. E foi dormir.
O apartamento era simples, dois cômodos. Quarto, sala, outro quarto. Ele nunca descobriu qual o propósito do segundo quarto, com uma cama de solteiro, mas mais para frente acabaria achando uma ocupação para o cômodo. O outro quarto, o principal, a suíte, tinha uma cama de casal com o lençol sempre desarrumado. Jornais colados na janela serviam de blecaute. Na mesa de cabeceira um aparelho de som e um despertador quebrado. Na estante, uma pilha de livros deitados acumulava poeira. A não ser um, limpo e de pé, separado dos outros. Como um troféu que merecesse ser adorado, aquele livro de capa azul ficava em destaque.
Na sala, nada que pudesse chamar a atenção. Sofá, TV de tubo, carpete e uma pequena mesa de jantar, para quatro pessoas, não mais. Apesar disso, só o mesmo amigo de sempre é que aparecia, do nada, nos finais de semana em busca de um almoço requentado ou de uma conversa fresca. O assunto não diferia muito: cinema, mulheres e, às vésperas das férias de um ou outro, viagens.
Em um dia de strogonoff de frango com batatas assadas em papel alumínio, o amigo lembrou que uma menina tinha perguntado quem era aquele sujeito de camisa de botão que tinha estado no bar com ele. Não é necessário dizer que o tal sujeito era ele mesmo.
- Mas que menina é essa? Como ela é?
- Se lembra que cumprimentei uma garota numa mesa, logo que a gente chegou? A namorado do Vlad?
- Hum...
- Então. Ela estava nessa mesa e, depois, perguntou pra ela quem era você. Eu não acreditei, claro. Mas ela me passou o telefone e pediu pr´eu te entregar.
O almoço acabou ficando meio sem sal e a cabeça, bom, perdida em inúteis tentativas de roteirizar a ligação, do primeiro alô até o momento em que, depois de gozar, caía pro lado, cansado e suado, ela abraçada a ele, ainda quente e vermelha. A ligação demorou a acontecer, mas depois de umas duas semanas, tomou coragem. Marcaram um sanduíche natural numa loja nova, perto de sua casa. Aproveitou a ocasião para cortar o cabelo, ajeitar a pequena barba que teimava em não crescer e usar, como na primeira vez que o vira, a camisa de botão.
Mordidas e sucos depois, entram no pequeno apartamento. O porteiro, de soslaio, sacou a presença da quinta mulher diferente em menos de dois meses. Sabia que no dia seguinte iam acabar se encontrando e que ouviria uma piadinha do tipo “Outra, hein Seu Davi?”. No AP ficaram de papo no sofá. Falaram de cinema, marcaram uma sessão de DVD qualquer dia desses, pode ser aqui em casa mesmo, você até pode escolher o filme. Ah, quero ver aquele da filha do Copolla. Tudo bem. Gosto muito dela. Quer beber algo? Tenho uma ice na geladeira.
Sempre tinha. Era assim que começava. Ou acabava, dependendo da situação. Duas, três.
- Ah, deixa eu te mostrar uma coisa que adoro! Tá lá no quarto.
Os dois, entorpecidos, sentam na cama. Ele vai até a estante, pega o livro de capa azul, como um troféu. Com as duas mãos, oferece a ela o volume.
- Nunca ouvi falar. É bom?
- Não vou nem te responder. Vou ler um pedacinho para você. É um pouco longo, acho que umas cinco ou seis páginas. Tá até marcado, amo essa parte. Você vai ver só. É a melhor descrição que uma memória pode ter, um monte de páginas para falar de uma madaleine com chá.
- É tipo um bolinho, um doce francês. Coisa fina.
E lá foi ele, página após página. Ao fim, derramava uma lágrima planejada.
- Desculpa. É que me lembro da minha avó.
Um abraço. Um beijo. Outro beijo. A gozada e a queda para o lado, suado, ela a abraçá-lo. Os dois adormecem. Ele a acorda perto da manhã. Ela entende o recado. Pega suas coisas, ajeita o cabelo, passa o blush e vai até a garagem, onde parou seu carro. Ele a acompanha, de pijama e chinelo, e se despede com um beijo frio no rosto. Sobe os 12 andares até seu apartamento, o pequeno apartamento. Entra devagar, tira o chinelo. Bebe um copo de água e vai até o quarto. Na penumbra do amanhecer, conseguiu decifrar os contornos do volume, em meio aos lençóis e travesseiros. Pegou com carinho o livro, beijou o nome do autor, escrito em negrito, logo acima do título, Marcel Proust. Foi até a estante e passou a mão com carinho sobre o canto onde o livro estava. Em seguida passou a mão sobre a capa e ajeitou o Caminho de Swann na estante. Em pé, como um troféu. E foi dormir.
A prisão
Vezemquando dá uma vontade danada de escrever. Sento a bunda, ligo o computador, preparo a cabeça e...
Abro o navegador, o browser, o chrome, ou como você costuma chamar a janela que te leva direto para a internet. De lá, fica difícil sair. O que seria escrito se perde, a cabeça se esvazia (oficina do diabo), as imagens descritas perdem lugar e entra em cena o loop mortal do pensamento. Clica aqui, clica ali. Lê um pouco aqui: olha que interessante, clica acolá e vá mais adiante. Lê mais um pouco, vê fotos, sorri. Entra em uma das milhares de páginas que mostra o que geral tá fazendo ou pensando. E o que me interessa saber o que fulaninho comeu no almoço ou pior, que sicraninho está no dentista?
Interessar, não interessa. Mas e o sair, o vagar, o flanar por vidas e realidades distintas? O se sentir parte de um mundo idiossincrático, sem mexer um músculo da cintura para baixo (não contam as pernas nervosas que balançam sem parar)? Isso deve valer a pena. Algo deve valer a pena. Por que, catzo, então, nos colocaríamos felizes em uma forma de exílio auto-imposto?
Não ao pensamento linear. Não às frases completas e orações subordinadas. Não aos subgêneros da literatura contemporânea.
Clique aqui. Clique ali. Clique acolá. Se perca. Se prenda. Onde estava, afinal? Ah, sim. Fotos das gêmeas de biquíni. Cachorros fofos e frases escritas erradas em desenhos desenhados errados. Tudo de propósito. Crianças chorando ou cantando ou dançando em milhões de hits. Não, não era isso. Era aqui. Estava aqui, no texto. Escrevendo. Preciso organizar as minhas ideias. Colocá-las para fora, fechar o browser, Bowser, chrome ou como você chama a janelinha para o mundo. A tal janelinha que parece aberta vendo de lá para cá, mas que de cá para lá parece cheia de barras, encarceradas. Cárcere de ideias. Cárcere das palavras.
Aperta o X. Fecha. Alt F4.
Pronto. Acabou. Fechar aqui é abrir, começar, reiniciar. Já sinto o cérebro respirar aliviado. Onde é que estava, afinal, pergunto novamente? Não sei. Não me lembro. Vou desistir. Ficar por aqui. E já que não sei sobre o que vou escrever mesmo, porque não dar um olhada na internet? IE, Firefox ou Chrome, dois cliques e...
Vezemquando dá uma vontade danada de escrever. Sento a bunda, ligo o computador, preparo a cabeça e...
Abro o navegador, o browser, o chrome, ou como você costuma chamar a janela que te leva direto para a internet. De lá, fica difícil sair. O que seria escrito se perde, a cabeça se esvazia (oficina do diabo), as imagens descritas perdem lugar e entra em cena o loop mortal do pensamento. Clica aqui, clica ali. Lê um pouco aqui: olha que interessante, clica acolá e vá mais adiante. Lê mais um pouco, vê fotos, sorri. Entra em uma das milhares de páginas que mostra o que geral tá fazendo ou pensando. E o que me interessa saber o que fulaninho comeu no almoço ou pior, que sicraninho está no dentista?
Interessar, não interessa. Mas e o sair, o vagar, o flanar por vidas e realidades distintas? O se sentir parte de um mundo idiossincrático, sem mexer um músculo da cintura para baixo (não contam as pernas nervosas que balançam sem parar)? Isso deve valer a pena. Algo deve valer a pena. Por que, catzo, então, nos colocaríamos felizes em uma forma de exílio auto-imposto?
Não ao pensamento linear. Não às frases completas e orações subordinadas. Não aos subgêneros da literatura contemporânea.
Clique aqui. Clique ali. Clique acolá. Se perca. Se prenda. Onde estava, afinal? Ah, sim. Fotos das gêmeas de biquíni. Cachorros fofos e frases escritas erradas em desenhos desenhados errados. Tudo de propósito. Crianças chorando ou cantando ou dançando em milhões de hits. Não, não era isso. Era aqui. Estava aqui, no texto. Escrevendo. Preciso organizar as minhas ideias. Colocá-las para fora, fechar o browser, Bowser, chrome ou como você chama a janelinha para o mundo. A tal janelinha que parece aberta vendo de lá para cá, mas que de cá para lá parece cheia de barras, encarceradas. Cárcere de ideias. Cárcere das palavras.
Aperta o X. Fecha. Alt F4.
Pronto. Acabou. Fechar aqui é abrir, começar, reiniciar. Já sinto o cérebro respirar aliviado. Onde é que estava, afinal, pergunto novamente? Não sei. Não me lembro. Vou desistir. Ficar por aqui. E já que não sei sobre o que vou escrever mesmo, porque não dar um olhada na internet? IE, Firefox ou Chrome, dois cliques e...














