Quinta-feira, Julho 09, 2009

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Ando pelas ruas e olho para todos os lados. Vejo mais do que procuro, o tempo todo. Sempre. Inapelavelmente. São as mulheres rápidas, com suas calças de ginástica, seus cabelos presos, as mulheres de pernas cariocas, shortinhos e cabelos dourados, as meninas que andam com seus queixos harmoniosos, com suas bochechas coradas, balançando seus corpos.
De certa forma, respondo-as. Do meu jeito, catwalking nas passarelas nas quais as calçadas se transformaram. Onde antes andávamos a pensar na vida, a olhar vitrines, simplesmente indo de um lugar para outro, hoje somos afrontados. Temos que nos colocar em nossos lugares. Abaixar a cabeça, olhar o chão e continuar nossos passos, esquecendo os manequins que, como no filme, ganharam vida e passeiam pelas ruas tramando contra os humanos normais.
Já não penteio o cabelo, já não conto mais as calorias do meu sanduíche de queijo branco e peito de peru, já esqueço de tomar banho e passar o desodorante, já não faço mais a barba, já aposentei a salada do meu prato.

E daí? Não é isso mesmo que eles querem? Que cada vez mais deixemos de querer estar em um futuro próximo ao largo deles, eu digo ao largo, não em proximidades. Porque ao abrirmos mão de estarmos ao largo, ainda que lá possamos sentir suas presenças, seus perfumes, ver os vultos ou as sombras de corpos perfeitos, deixamos de viver em fantasia e podemos pisar novamente em um mundo normal. Deixemos que eles se perpetuem, em bandos de bebês bem nutridos, a trocar fraldas na beira mar. Deixemos tudo para eles. As ruas perfeitas e torneadas, a paranóia, o tédio, a mesmice e o prazer, afinal, merecem. Em outros lugares somos mais felizes. Ou pelo menos podemos andar olhando para cima, olhando nos olhos e nos rostos de outras pessoas de verdade. Como nós mesmos.

Quarta-feira, Julho 08, 2009

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O mundo tem, bom, o tamanho de um mundo e nele você tem um espaço de 2 ou 3 metros quadrados pra chamar de seu.
A não ser, claro, que você tenha um carro. Aí pode chamar as estradas de suas também. Pagando IPVA e tudo mais, pelo menos elas deveriam ser suas também. Mas agora, privatizadas, você precisa pagar ainda mais, em forma de pedágios, para não ter a estrada. Estranho.

E há, óbvio, o problema do dinheiro para se colocar combustível no carro. Imagina se aqui fosse a Venezuela, com seus litros de independência a poucos centavos. Acho que iria morar no asfalto quente do fim de tarde. Sem rumo, sem direção. Andando sempre um pouco na contramão.

Domingo, Julho 05, 2009

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e cansei de vocês.
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Todo dia era a mesma coisa. Pela manhã, enquanto preparava seu café com leite debruçado na pia, olhava pela fresta que o basculante oferecia a vida lá fora. Olhava e criava histórias para as pessoas nas ruas que dividiam alguns de seus segundos pelo pequeno espaço deixado entre vidros e esquadrias de aço escovado.
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ainda incompleto...

****

Ele anda pelas ruas do centro do Rio de Janeiro. Os paralelepípedos, já não tão bem assentados depois de centenas de anos servindo de apoio para pés de nobres e plebeus, fazem com que torça o pé todos os dias. A dor do lado de seu pé direito é constante. E ele luta com ela, pisando aqui e ali, tentando não torcer o pé, tentando acertar a passada, com cuidado, olha o buraco, olha a pedra portuguesa solta, lá vem o carro e pronto. Pé torcido mais um dia. Um puxão de dor, que no dia seguinte não estará bem. E que ainda vai ser causa de mais uma pequena torção no pé direito.

Mas não é isso que nos interessa. Em verdade, pouco nos interessa nessa narrativa.

Elas andam tristes. Cabeças para baixo, mais fugindo dos olhares do que olhando o chão. Calças daquelas compradas em bancas de promoção de lojas populares de roupas femininas. Perfumes baratos, imitações de fragrâncias famosas, com vida útil de poucos minutos. O suficiente talvez para que elas se sintam cheirosas, ainda que em pouco tempo o único cheiro que reste seja o de álcool, também barato.

A garganta começa a queimar. Vem de baixo para cima. O gosto de ácido na boca, a queimação chegando até a língua. Gastrite. Refluxo. Ele para em uma lanchonete. Vê frutas e receitas penduradas por todos os lados. Pede um suco de cacau e sai pela rua bebendo.

Ela coloca as mãos em sua nuca. As duas, ao mesmo tempo. Como se estivesse cansada, com dor no pescoço talvez. Faz isso com tanta naturalidade e com tanta sensualidade que ele não pode deixar de olha-la. Ele continua a acmpanhar o andar, sem jeito, da menina triste, como tantas outras. Ela encontra seu olhar. Encantado, ele não consegue desviar seu olhar e seus olhos se encontram por momentos mínimos. Ela é quem foge. E volta a olhar para baixo, como todas as outras. E sorri.
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Entrei no ônibus e me sentei atrás de todo mundo. Fiquei olhando para o céu, escuro já, e para as pessoas que me acompanhavam em mais essa viagem, ruas adentro e bairros afora. Olhava para as costas delas, costas que me deram quando escolheram os assentos à minha frente. E me senti só. Pensei em como tinha passado o meu domingo.

Um dia comum, cansado e descrente. Fiquei em casa, esperando passar as diversas folhas do jornal, uma a uma. Esperando passar os minutos que me levariam ao jogo na TV, um a um. Esperando passar as horas, mais pesadas do que leves hoje em dia, uma a uma. Infelizmente, não pude me dedicar ao ócio nada criativo, apenas ócio mesmo. Precisava comer. A fome já se mostrava astuta, me lembrando um leão, de cujo rugido não conseguia mais me esconder. Me lembrei do leão daquele pequeno zoológico, daquela pequena capital, que estava em uma pequena jaula. Muito pequena, coitado. E ele lá, amuadinho. Quieto. Cara de bobo. De repente, uma mandíbula se abre e eis que surge um rugido de estremecer todo o zoológico, e todos os bichos que estavam por ali, dentro das jaulas e fora delas.

Em poucos segundos a fome me fez listar mentalmente uma série de opções de pratos principais. A cada um deles pesava os pros e os contras. Os sabores e a facilidade em cozinhar cada uma daquelas opções. A menos trabalhosa era a famosa galinha assada de padaria. Inclusive, fazia algum tempo que não comia galinha. Ou frango. Nunca sei realmente se como um exemplar galináceo do sexo masculino ou feminino. Sei que todos eles tem peito, asas, duas coxas e sobrecoxas. O resto, como tripas, cabeça, pescoço, pés, prefiro não saber.

Vesti uma roupa de domingo. Aqueles casacos com capuz de uns quinze anos atrás, da minha primeira e ultima viagem para a Disney, que você só pode vestir para sair aos domingos, necessariamente de inverno, e apenas até o meio-dia. Depois corremos o risco de ser preso por atentado violento ao pudor. Ou pior, entrarmos em um antiquário e sermos colocados na vitrine. De qualquer forma, foi com a roupa de domingo, casaco vermelho desbotado com capuz e calça de moletom, cinza e larga que fui comprar meu almoço. Nas ruas as pessoas pareciam não se importar. Afinal era um domingo. A caminhada pelos ventos nas esquinas não durou muito e já estava eu na fila do frango. Cupom fiscal pago, a comprovação de que uma daquelas pequenas aves a girar dentro da famosa televisão de cachorro era de minha propriedade. O cheiro era de deixar qualquer cachorro louco. Talvez por isso os domingueiros levassem seus cães de todas as raças e tamanhos para acompanhá-los no ritual dominical da compra do frango. Um ritual que se torna cada vez mais tradicional, passando em muito a homilia ou o show de calouros do Silvio Santos. Mas nada se compara ao que passei neste domingo, em particular. Ao lado da padoca, tem uma bela banca de jornais, vendendo desde refrigerantes e brinquedos eletrônicos até jornais mesmo. E em cima de seu toldo verde e branco, estava pousada uma pomba. Pombas dessas comuns, de cidade grande, sabe. A pomba pousada olhava cada um de nós, na fila do frango. E não se mexia. A pomba parada, condenando-nos em seus pensamentos de pomba, almoço achado em restos pelo chão, coco em carros e ombros, fila para comprar frango. Frango, quase um pombo, quase eu.

Encarei a pomba. Pombas, nem posso mais me alimentar direito. Pensei ainda em jogar em cima do toldo da banca um pedaço de frango, recém-tirado da televisão canina. Mas vai que o dono da banca encrenca comigo. Deixei de lado a idéia. E a pomba. Aos poucos, seus pensamentos, sua auto-consciência esvaneceu. Ela, ave vingadora, a nos culpar pela sorte das primas, se tornou mais uma vez um rato de asas e como tal, voou em direção a senhora que estava sentada em um banco, perto da padaria, distribuindo pedaços de pães que acabara de comprar na padaria. Só para terminar, o frango estava delicioso. Comi, com pele e tudo.

A última menina interessante se levantou e puxou a cordinha do ônibus. Antes, tentara falar com Amaro muitas vezes. Em nenhuma ele a atendeu. Como estava bem atrás dela, pude ver seu celular. E prestar atenção, sem ser notado, em seus olhos azuis, que pouco combinavam com o cabelo caramelo, preso em um rabo de cavalo primário, feito com aqueles elásticos de dinheiro. A surpresa ao vê-la de corpo inteiro. Em vez da menina pequena, frágil, como seu rosto de perfil sugeria, surge uma mulher alta, bota marrom, camisa verde, bunda grande, pisando firme e brilhando em sua força, colocando os poucos homens que ainda a acompanhavam no coletivo em seus devidos lugares. Meninos. Nesse momento dei graças por estar mais perto de casa. Não precisaria ficar muito mais tempo sozinho no ônibus, idealizando a mulher pequena que a grande não era, sofrendo por querer algo que nem existia. Além do mais, chegando em casa, pelo menos tinha certeza do que estaria a me esperar. O resto do frangopomba de domingo que ainda estava na geladeira. Sem surpresas.
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No Vermelho
Por
Luis Fernando Taylor


CENA 1 - ONDAS SONORAS

JUAREZ
Me dá isso aqui

ANTÔNIO
Mas eu

JUAREZ
Mas eu nada. Você tá aí apertando
um monte de botão. Nem sabe pra
que que serve cada coisa. Depois
se quebrar meu celular novo não
vai ter dinheiro pra pagar.

BARULHO DE TECLAS DE CELULAR

ANTÔNIO
Como se você soubesse o que que
tá fazendo...


CENA 2 - RUA. EXT.DIA
camera subjetiva (camera do celular) em plano sequencia
A câmera mostra o céu. Entra em cena a cara de Juarez.

JUAREZ
(em dúvida)
Mais que você garanto que sei. Ô
cara chato. O aparelho não é meu?!

ANTÔNIO
Quê?!

JUAREZ
Peraí que aconteceu um negócio
aqui.

ANTÔNIO
O quê?!

JUAREZ
Tô aparecendo aqui, ô.

ANTÔNIO
(desdenhando)
Uai, não é o seu celular novo?
Vai ver é ensinado, pra ficar com
a mesma cara do dono.

JUAREZ
Você tá é com inveja que fui eu o
sorteado.

ANTÔNIO
Inveja por que?! Você nem sabe
usar esse negócio. Fica aí só te
mostrando. Eu prefiro usar o
orelhão.

JUAREZ
Invejoso!! Olha aí.
A imagem de Antônio é que entra agora em cena.

ANTÔNIO
Tô me vendo.

JUAREZ
Como assim?! O celular é meu. Tem
nada que se ver aí. Me dá isso
aqui.

Volta imagem de Juarez em cena.

JUAREZ
Agora sim. Rapaz bonito.

ANTÔNIO
Rapaz cego, isso sim.

JUAREZ
O quê?!

ANTÔNIO
Nada não. Disse que esse treco tá
com problema. Não sai nada daí.
Só fica mostrando você, depois
eu, depois você.

JUAREZ
Problema é? Será?

ANTÔNIO
Acho que sim. Pergunta aí pro
caboclo que tá passando.

Imagem mostra rapaz de bicicleta. O celular/câmera é
chacoalhado de um lado pro outro.

JUAREZ
Ô! Ô da bicicleta... EI!!!

RAPAZ DA BICICLETA
(sem parar a bicicleta)
Que é?

JUAREZ
Sabe mexer nisso aqui? A gente
precisa de uma ajuda...


RAPAZ DA BICICLETA
Liga pra moça da operadora. Ela
te ajuda.

ANTÔNIO
Moça da operadora. Liga aí,
Juarez.

JUAREZ
E você sabe o número, Antônio?
Antônio pega o celular. Barulho de tecla de celular.
Antônio leva o celular até a orelha.

ANTÔNIO
Deu nada, não. Tá mudo.

JUAREZ
ô desgraça, viu?!

ANTÔNIO
Vai vê a moça viu sua foto aqui e
nem quis falar. Ficou com medo.
Você é muito feio.

Antônio ri. Juarez pega o celular de novo.

JUAREZ
Tem porra de moça nenhuma.

Barulho de teclas de celular. Celular cai no chão.

ANTÔNIO
Qué isso rapaz?! Ficou louco?
Jogando isso assim no chão.

Antônio pega o celular.

ANTÔNIO
ô menino!!!

Celular mostra um menino de uns 5 anos se aproximando
andando.

MENINO
Que é?

ANTÔNIO
Sabe desligar esse negócio aqui.

Menino se aproxima. Pega o celular e entra em cena.

MENINO
É aqui ó moço.

JUAREZ
Aqui onde?

MENINO
Aqui, no vermelho.

Imagem se apaga. Tela preta.


FIM
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O Cinema Novo

Faz algum tempo, descobri o nome Glauber Rocha. Não devia ter mais do que uns quinze anos. Mas já gostava muito de cinema. Infelizmente, para mim, meu referencial de cinema passava por Hollywood, pelo cinemão americano, apesar de idas esporádicas a sessões de filmes independentes e europeus, coisa de uma tia que realmente gosta de cinema.

Voltando a Glauber, obviamente fui da turma do Marcelo Madureira. Achei tudo uma merda. Mas, descontando a idade e a falta de profundidade no conhecimento de cinema, é o que a grande maioria das pessoas acha mesmo. No entanto, tive a oportunidade de cursar uma faculdade na área de humanas e estudar cinema, primeiro em uma pós-graduação, depois na Darcy Ribeiro. E como diria Pascal, não me arrependo em mudar de idéia, pois não me arrependo em pensar. O segundo contato com o cinema novo, visto não mais como um simples espectador, mas agora como um estudioso no assunto, me trouxe uma sensação próxima ao sublime.

Entender a realidade do cinema no Brasil, pré-cinema novo, e ver a revolução causada por pirralhos, jovens como os que vemos aos montes na rua, nas festas, nas universidades, é o primeiro passo. Perceber um cinema combativo, inundado de ideais e ideias e alinhar com a realidade mundial deste mesmo momento, a década de 60, a lutas de classes, a tentativa de uma mudança ideológica a partir do comunismo é dar mais um passo para compreender e admirar. Ligar isso a realidade nacional do momento, pré-golpe, e obter a leitura dos filmes dentro desse contexto maior, é o passo final para entender a importância do cinema novo para a cultura nacional e mundial.

Pela primeira vez víamos um país que nossos olhos não alcançavam. Nossas desigualdades, nossas diferentes realidades, nossos irmãos brasileiros, nem tão irmãos, nem tão cidadãos, nem tão lembrados. Um grupo, o qual Glauber fazia parte, pensava em mudar a realidade do país por meio do cinema. Por meio de sua arte, expor as diferenças e calcados no pensamento marxista buscar a revolução.

Deu no que deu.


inicio sem fim de um trabalho para a escola de cinema.
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Vejo a menina quase sem cabelo me olhando. Olho para ela também. Nos encaramos e isso é o suficiente para nos orgulharmos. Os sorrisos e as risadas são divididas. Os sotaques, diferentes, mais pela grandiosidade do país do que pela nossa realidade, se encontram. As nossas diferenças são conhecidas, nossas diferenças se encontram, as nossas personalidades estão mais próximas, nossas coincidências são apenas nossas. Ela sorri e sorrio com o sorriso dela.
Fico bobo, mais uma vez. Minha vontade é de dividir essa vontade de beijá-la com seu lábio, agora lindo e vermelho de paixão, ainda escondido.

Vou para casa. O ônibus me larga em frente ao portão. De lá, como um resto de rabada e outro resto de purê de batatas com língua. Deito, tentando dormir, e olho para minha barriga, neste momento, cada vez mais gigante e assustadora. As meninas ao meu lado, dizem ser linda, de verdade, mais próxima delas. Começo a pensar que elas são a realidade da minha infelicidade, do meu desleixo e começo a pensar em como começar de novo, como realizar cada pedaço de verdade ainda perdido pelo tempo em minha cabeça.
Chega o momento em que prefiro não continuar a pensar. Só deixo a vontade de me engatar numa fila de estudantes de publicidade e gritar ei-ei, aparecer e tomar conta de tudo. Quem sou eu afinal? O que devo pensar e fazer? E meus amores, como ficarão?
Amo todos eles e ela sobremaneira. Mas ela virá me ver tocar ao vivo dentro do espelho? Dentro de nosso cinema?
Espero e não sei a resposta. E é cada vez melhor não saber a resposta.
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Hoje completei minhas duas derrotas seguidas no estádio. Pouco menos de 7 mil coitados foram ao Engenhão presenciar, testemunhar, acompanhar a queda de 4 do Botafogo frente ao Goiás. Devo dizer que é o segundo quatro a um na cabeça que vejo ao vivo este ano. O outro foi com o Vasco que pena na segunda divisão. Esquecendo o jogo e a falação da torcida (muito engraçado até, não fosse tão trágico), cheguei cedo pra ver a disputa da preliminar. Ia ser uma homenagem ao time de 89. O jogo do time campeão em 89 contra uns artistas da globo, mas cancelaram. E não me avisaram nada. Mas a taça estava lá, assim como alguns deles. E tiveram, óbvio, uma linda demonstração de carinho por parte da torcida. Foi bem legal. Foi por isso que fui até lá. Não para ver fahel, Leo silva e Cia. Foi para ovacionar Mauricio, Mazolinha, Luisinho, Gottardo, Ricardo Cruz e Carlos Alberto. Foram eles que me deram, naquela noite de junho de 89, a primeira alegria e a primeira lágrima derramada por este time de merda que eu amo tanto. Estávamos eu, meu irmão e meu pai, assistindo pela Manchete. Nessa época meu pai morava sozinho ainda, na Praia do Canto. Gostava de ir dormir na casa dele de vez em quando, comer pão frances esquentado no forno de manhã com leite e toddy. Mas engraçado é que o antigo AP tinha uma coisa meio desleixada. Não sei se pela falta de móveis, se pelo próprio prédio que era meio velhinho já, mas a casa dele tinha uma coisa engraçada. Até hoje me lembro do cheiro e da sensação de estar lá.
E da vitória de 89. Criança é boba, né. Fiquei segurando o choro com vergonha quando o Botafogo ganhou aquele jogo, todos se abraçando, felizes. Acho que naquela hora nem chorava mais pelo Botafogo, mas pela felicidade de estar ali, pela proximidade inesperada, pelo abraço, pelos sorrisos no rosto de todos. Foi o melhor campeonato para se ganhar, e foi a melhor noite que passei com pais, filhos e irmãos.
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Semana pré-ferias na escola de cinema. Preciso assim, como quem não quer nada, fazer um documentário. Assim, como quem não quer nada, em um mês fazer um documentário. E descubro, antes mesmo de começar a fazer, que não levo o menor jeito para documentários.

Adoro vê-los, no entanto. Hoje assisti ao Loki. O doc do Arnaldo batista, mas não mentiria se disesse ser um doc dos mutantes. Mutantes, a banda. Não os personagens da novela da Record. Muito bom, pela amostra da importância da banda, de sua influencia e muito mais.
A Rita Lee realmente era bonita. Os mutantes realmente são/foram grandes. E a perspectiva história apresentada no documentário realmente me pegou. Como aconteceu aquela vez que assisti a um programa do clube da esquina e passei as duas semanas seguintes ouvindo apenas esse disco.

Bom, a lista de quase dez filmes para se ver no cinema tem um a menos. Dois se contar que consegui alugar o área 1 do Gran Torino, que me espera aqui ao lado, junto à xícara de chá preto. Ele e outra vez a cópia do Cidadão Kane. É bom rever Rosebud de vez em quando.

***

A cabeça anda a mil. De todas as formas possíveis. Aí vem as coisas boas e as coisas mais ou menos, não é mesmo.
As coisas boas, enfim, são saraivadas de toques na tela em branco do Word.
As coisas ruins, então, são os tremores internos, a ansiedade e todas as coisas que fazem você perder o toque com a realidade.

Música do dia: Engineers - International Dirge
É pedir pra morrer.
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usando a internet free que a prefeitura colocou na praia. daqui da casa da minha avó dá pra fazer uso dela. nada mal. mesmo que lenta e tal.
de gratis, né...
agora vou poder parar de escrever e salvar as coisas no meu hd. vou poder escrever e colocar tudo aqui.
seguem escritos perdidos neste mes e pouco sem conexão.

Terça-feira, Junho 23, 2009

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bom, to sem net em casa.
óbvio, to numa lan.
nenhum e-mail que valesse a pena.
nada de novo no orkut, nem no botafogo.
enfim, pra que preciso de internet mesmo?
pra viver na expectativa de ummail, de uma nova boa noticia?

sei lá
talvez só para escrever e colocar aqui nesse blog mesmo.

ando escrevendo muito.
resolvi lançar um livro com 33 contos.
uma para cada ano de vida. Tenho 15.
talvez lance com menos, sei lá.
o título pode ser 25 aos 30
afinal, foram contos escritos desde sempre.
é sei lá.

aí, cansei do laptop e comecei a escrever no caderno. no papel.
aí cansei de tudo.e me joguei pra dentro deum cinema.
daqui a 20 minutos. é. uma boa desligar.


saudades dos amigos, todos longes.
saudades de mim.

Segunda-feira, Junho 15, 2009

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deve-se escrever um mini-conto baseado nesta ilustraçao aí de cima. envie para a Piauí e participe do concurso Piaui/FLIP de continhos. eu mandei. esse aí de baixo.


Na Revista

Ele olha para a ilustração na revista. Aos pés de um homem, a mulher deitada se abraça. No cinzeiro, restos de cigarros. A dúvida que vem à cabeça é quem teria fumado todos os cigarros que estavam, aos restos, deixados no cinzeiro.
As guimbas mal-cheirosas emolduravam o reencontro. A mulher, deitada, enlaçada em seus próprios braços. Sua solidão mostrada em um gesto. Sua insegurança e sua carência, brigando com sua vontade de ser feliz. Seu rosto sem sentido, não conseguia mais sorrir. Nem chorar. Era o rosto de quem, de tanto olhar para o mesmo lugar, não enxerga mais nada. Uma paisagem sem vida. Ele está em pé ao seu lado. Sabe que se atrasou. Pede desculpas. Ela não responde, fica apenas deitada. Olha para o teto, foge do encontro de olhares. Não quer se lembrar de seu rosto suado, em cima desse mesmo tapete, testemunha de episódios repletos de sexo e amor. Agora, apenas testemunha de horas e horas de espera. Ele estava no escritório, foi chamado para uma reunião importante. Não teve como ligar. Ela não acredita, na verdade, não acredita em mais nada. Tinha desistido. Desistido das desculpas, desistido de si própria, desistido dele. Eram delas, então, as guimbas fumadas durante a espera. O encontro não teria um final feliz. Eles não eram mais dois amantes. Talvez ex-amantes. Ou eram apenas mais um casal, daqueles enfiados na rotina de dividir a mesma casa, a mesma cama, as mesmas contas, que tinham marcado de sair para jantar, quem sabe esticar a noitada num motelzinho, para esquentar a relação. Ou nada disso? O maluco, dos sapatos de couro italiano, bem lustrados, teria fumado um a um os cigarros que restavam no maço, enquanto em uma crise psicótica, cortava lentamente as pernas da moça. Ela deitada, sentiria o frio do choque e na tentativa de se aquecer se abraça, enquanto ele, em pé ao seu lado, segura uma machadinha suja de sangue.
Ele fecha a revista e a joga dentro do balde que costuma usar como revisteiro. Se limpa rapidamente e puxa a descarga. Agora tem mais com o que se preocupar, do que ficar inventando histórias enquanto olha para a ilustração da revista.

Quinta-feira, Junho 11, 2009

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Domimgo.
Com M
Com mer
Comer. Comido, papado.
Babado.

***

Coloquei minha camisa do botafogo. Coloquei minha armadura. Debaixo dela não era mais um, era o cara. O torcedor. Precisava ter a coragem de encarar mais uma dura partida. Mais uma provação. Torcer pra esse time não é bom. Não pode ser. Ter que ir ao maracanã, pegar chuva, sem tomar uma cerveja, ver essa cambada criar chances pra caramba, jogar melhor do que o fluminense o jogo todo e levar um golzinho chorado no fim. Bom, eles têm o Fred. E nós, o que temos além de nossa paixão burra e inconsciente? Não muita coisa. Temos que gritar e torcer para tiaguinhos, tonys, alessandros, fahels, leos silvas...
A vida está muito difícil, meus camaradas, pra ter que gastar 15 pratas pra ver vocês. Tomei desgosto. Não vou faz tempo ver jogo. Continuarei sem ir por mais outro tempo. Mas gostei.
Gostei de ter colocado a camisa. De ter me sentido torcedor mais uma vez. Por voltar a ter o gosto de perder, sabe. De saber que fiz a escolha mais difícil de todas. Mas que ainda assim, sei o que me espera. Levantar a cabeça e seguir adiante.

***

Queria sentar e escrever como o Verissimo. Já sou Luis Fernando. Será que serve?
Domingo, abro o Globo. Lá está uma croniqueta do cara. Croniqueta mesmo. Ele anda escrevendo pouco. Seus livros estão mais curtos. Menos páginas. Livros de encomenda talvez, daqueles preguiçosos. Enfim, o cara parece que cansou. Mas tem umas horas em que ele acerta a cabeça do prego em cheio. Dessa vez aconteceu. Resumindo:

Homem encontra mulher na internet. Descobrem coisas que combinam e coisas que não combinam. Ambos mentem a idade (ela diz ter mais de vinte, ele menos de 30). Ela tem 18, ele, muito mais velho. Marcam de se encontrar. Trocam fotos. Ela gosta do que vê. Belos olhos azuis, cabelos loiros. No dia marcado ela está sentada numa mesa quando o cara chega e se apresenta. Ela olha para ele e não reconhece o cara da foto. O cara da foto é muito mais bonito.
Ela: Mas esse da foto não é você.
Ele: Eu sei. Achei que você iria achar engraçado eu ter mandado a foto do James Dean.
Ela: O que?
Ele: James Dean, o cara da foto...
Ela: Não conheço, nunca ouvi falar.
Ele: Você não conhece James Dean?!
Ela: Não. Era pra conhecer?

Ele deixa pra lá. Eles conversam. Ele paga a conta. Dele e dela. Eles se levantam, se despedem com um beijo e nunca mais se vêem outra vez.
***
Genial ou não?
Pensando aqui, dá até pra filmar isso. Vou pedir a autorização dele.
***

Vou começar a escrever coisas engraçadas. Deixar de lado essa melancolia. Ou usá-la para a comédia. Tem coisa mais engraçada do que cara melancólico?
Aquela cara de sofrer, de “me dá um colo”. Ou escrever tragédias. Não conseguiria chegar perto do Rubem Fonseca, mas seria um prazer tentar. Outro dia vi uma foto dele no jornal. Tá velhinho, coitado. É difícil ver uma foto dele. Ele não se apresenta para o público. Acho que não quer definhar a olhos vistos. Prefere a olhos não vistos. Ele é que é inteligente. Ser famoso não serve pra porra nenhuma. Talvez pra facilitar um financiamento na hora de fazer um filme. Talvez nem pra isso.



Boa noite.

Segunda-feira, Junho 01, 2009

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Tentei ir no jogo do flamengo neste domingo.
Íamos eu e meu primo, o único flamenguista da família.
Era um domingo importante. Anúncio das cidades-sedes da copa. Estreia do Adriano no flamengo. Dia de festa no maraca.
Pois bem, mal chegamos lá já encaramos uma fila imeeeeeeensa para comprar o ingresso. O meio ingresso. A fila não andava. E das duas e meia até as três e quarenta ficamos debaixo do sol na esperança de tentar comprar os ingressos. Nada feito. Quanto mais perto da bilheteria, mais bagunça surgia. Gente entrando nas filas de qualquer jeito, vindos de qualquer lugar.
O clima pesou e resolvi voltar pra casa. Aqui, pelo menos, dava pra ver algum jogo em segurança pela TV. Perdi a festa. Enfim...
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Aqui tá bem frio.
Talvez para combinar com meu coração.

***

Aconteceram umas coisas bem estranhas este fim de semana.
Primeiro, perdi um amigo. Coisa absurda, latrocínio.
Ele era da minha idade, tinha planos e desejos.
Vontades e certezas. E, assim, de repente, não tem mais nada.
E a gente já não o tem.
Comprei uma barra de chocolate pra afrontar a vida, pra dizer inconscientemente “estou vivo até que me provem o contrário”. Resolvi aproveitar a vida. Esquecer de fazer planos. Esquecer de pensar no futuro, esquecer de malhar para estar bem daqui a vinte, trinta anos.
Posso não ter o amanhã.

Coloque isso na balança e veja se sua vida foi válida, se você viveu todo dia como se fosse o último dia. Simplesmente porque pode ser. Ainda mais aqui no Rio, cidade louca da porra, violenta até o cu fazer bico.

Aí você para e pensa e coloca um milhão de coisas na cabeça, coisas certas, coisas erradas, escolhas certas, escolhas erradas, saudades e presenças. E fica maluco. Pelo menos até o próximo noticiário chegar e dizer que caiu mais um avião no meio do atlântico.

Sexta-feira, Maio 29, 2009

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que coisa...
apesar do curso de educaçao fisica, meu avô é muito mais contador (com curso, também).
E de vez em quando entra numas de me perguntar se paguei o imposto, se faço direitinho meu IR ou se estou pagando o instituto.

aí parei pra pensar.
não tenho emprego, não tenho salário.
não pago imposto, nem aposentadoria.
na verdade, não me preocupo com nada disso.

e daí?
e daí que me vejo com 33 anos. daqui a 17 tô com 50. Acho que meu pai se aposentou com 50, 52 talvez. eu não faço a menor idéia do que fazer para me aposentar aos 50. sejamos sinceros, estou aposentado com 33. vivendo as custas dos meus parentes, estudando cinema, tentando ganhar algum dinheiro com frilas, tentando estourar com algum filme (tem grana rolando em festivais...).

enfim, nem sei porque divido isso com vocês.
mas acho que vou começar a pagar o instituto.

Quinta-feira, Maio 28, 2009

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olá
olha eu aqui de novo,depois de ter passado
filmando um belo tempo. desde quinta da semana passada até esta terça.
foi punk, foi puxado, mas foi massa.
vou colocar umas fotinhas pra quem acompanha este lugar ver.
filmagens da produçào Carnaval, Carnaval...
de Alceu Kunz e Neilton Lima.




Terça-feira, Maio 26, 2009

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me amarrem.
curtindo um bode ouvindo despedida e detalhes do Rei, no repeat.
: /

Quarta-feira, Maio 20, 2009

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xi...
se eu conheço o pessoal, vai ter gente me chamando de besta.
Mas sabem onde vou hoje a noite?
não, não é no jogo do Flu x Corinthians (bem que eu queria ir).
É aqui, ó...



Ah, vai.
Além de ver o filme de graça, ainda corro o risco de ver uns globais (ou umas globais. heheheh).
E outra, vi umas duas cenas sendo filmadas aqui no Leblon, ano passado.
Então, tem ou não tem, tudo a ver?
;P

Segunda-feira, Maio 18, 2009

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rock, baby!!!!!!!!

com direito a Iommi, Butler e Dio!!!!!!!!!
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Casa?
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deprê.
pra baixo.
triste.
sem forças.

meu inferno astral começa depois do aniversário.
Mas estou me lixando pra idade.

Quinta-feira, Maio 14, 2009

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Ontem teve um debate com o Gustavo Dahl na Darcy Ribeiro.
as fotos, vídeos e coisinhas estão no site da escola.

As frases que ele disse estão aqui:

"O álcool é uma droga pesada.
É mais fácil não beber do que beber pouco."

***

Aí, em determinado momento ele lembrou uma tirada do Glauber:
"Essa televisão que tá aí, isso é só um momento. Nossos filmes vão ficar, eles tem vida. Os filmes vivem por muito tempo, a televisão acaba ali."

***

Enfim... entre tantas coisas ele contou que um dia seu filho o perguntou se o Brasil tinha jeito:
"Olha, do jeito que está parece que não. Mas a gente só consegue continuar porque no fundo, no fundo tem uma esperancinha de que isso possa mudar."

...

Pensei nisso e resolvi fazer alguma coisa.
Pode ser que acabe aqui, que não vá pra frente, mas dane-se.
ë minha maneira de tentar mudar as coisas.

Está criada a União Livre em Prol do Brasil.
Quem quiser, logo poderá colocar a logomarca da ULPB em seu site, em seu blog, fazer um botton.
O que a ULPB se pretende é mostrar para o país que não aguentamos mais.
É voltar às ruas e gritar por moralidade. É mostrar que a opinião pública é muito mais importante que deputados que se lixam para ela e suas esposas prefeitas de fachada.

Eu estou com nojo e quero fazer algo.
se é terrorismo, bomba, grito, passeata, não sei.
Não tem caráter político nenhum, não é ligado a nenhuma ala de esquerda ou direita.
É ligada à nossa consciência. É ligada à todos aqueles que amam este país e que ainda acham que a melhor saída não é necessariamente pelo aeroporto.

e tenho dito.

Quarta-feira, Maio 13, 2009

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E a felicidade? onde está?


Vivemos a vida toda atras dessa felicidade
e morremos as vezes achando que conseguimos atingi-la.
as vezes achando que foi tudo em vão

Terça-feira, Maio 12, 2009

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finalmente vi o wolverine.
nota 5.
empolga não. Em momento algum.
***
Frost/Nixon.
ESTE É O FILME!!!
LINDO, LINDO, GENIAL, LEVADO COMO UMA PLUMA POR SEU DIRETOR E MAIS UM TRABALHO INCRÍVEL DE PETER MORGAN!!!!!

Domingo, Maio 10, 2009

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****

Marcelo.
Por que toda vez que vou escrever uma história e penso em um personagem, sempre vem este nome? Por que sempre Marcelo?!

***

Marcelo ligou o computador. Estava à toa. Era sábado à noite e todos estavam na rua. Festas, brindes, goles e beijos em busca das pessoas.
Senha, OK.
Marcelo não tinha muita escolha, nem muita opção. Morava numa cidade do interior da Paraíba e a grana que tinha era a conta para pagar a faculdade particular. Com o computador ligado, no entanto, estava no mundo. Em todos os lugares, com todos os amigos e em todas as festas. Maravilhas que só a internet pode fazer por você. Uma checada nos e-mails, uma passada de olho nas notícias. Tédio. Parece que até a internet sai de casa num sábado à noite. As lembranças vem e vão. Os sites não passam de uma meia dúzia, nos quais Marcelo gasta a maior parte do seu tempo. Um Boa Noite escrito no twitter. As notícias do Treze. Ele se lembra do trabalho que tem que entregar até segunda. Mas não está com saco de fazer. Na verdade, está meio sem saco para qualquer coisa. Mas a internet, ainda que as moscas, é melhor do que qualquer programa que passe na televisão. O sono, parceiro faltoso.

Um, dois cliques. Rápido e em cima dos bonequinhos. A aba se abre e mais nomes e senhas são inseridos aqui. O verde não parece estar muito na moda no sábado à noite. Poucas são as pessoas conectadas. Pouquíssimas. Seu primo do Rio de Janeiro. Uma amiga que mora na Austrália e com quem dificilmente fala - afinal porque a adicionei aqui mesmo?
O tempo passa. Marcelo se lembra de jogos, das salas de fliperamas que freqüentava em João Pessoa. Das tardes quando sua avó vinha visitá-lo e fazia bolo com frutas secas. Marcelo adorava frutas secas. E comia o bolo com chá. Como será mesmo a receita desse bolo?
Pesquisa na internet. Bolo de Frutas. A receita ali. Mas e a avó? E o cheiro do bolo quentinho assando no forno e atiçando a molecada. Não abre este forno que o bolo sola, menino!!!
E as tardes?

Cadê meus amigos? Cadê todo mundo? Por que essa louca batalha por bocas diferentes, por batons e hálitos desconhecidos, por perfumes importados e maquiagem da Avon?
Marcelo se cansa de nadear na internet. Inventa de contar quantos meia-armadores chamados Chico o Treze teve em sua história. Pesquisa. Quer saber se algum outro amigo está online. São meia noite e cinqüenta. Domingo. Ufa. O sábado solitário se foi. Daqui a pouco tem corrida de fórmula 1. Será que alguém já está online? Não.

Marcelo tem tantos amigos adicionados e nenhum para conversar. Meio triste. E música? Vou ouvir uma agora. Tantas opções, mais de mil escolhas possíveis. Marcelo tem preguiça de escolher uma. Fecha o programa que mandaria, quem sabe, uma outra lembrança de algum lugar do passado. Já nem tão distante. O ontem é ano passado no mundo de velocidade 5. Olha só. Débora. Não, ela não está online. Sendo sincero, Marcelo sabe que desde que Débora arrumou o namorado novo, ela deve tê-lo bloqueado. Ou vai ver ela esquece mesmo de entrar nesse programinha de bate-papo. Ou entra escondida dele. Débora. De namorado novo. Namorado novo nada, né. Ele já era ex quando Marcelo a conheceu. Um intruso no meio de uma história de amor. Seria amor mesmo? E o que Marcelo sentiu? Era o que?

Ele quer acreditar que era amor. Ainda pensa nela. Tem saudades. Não do beijo, não da boca, não do sexo. Marcelo se sente só. E Débora preenchia um espaço como só ela sabia. Marcelo pensa em como a vida deles deve estar diferente agora. Ela já formada. Casada, será? Ele pensa em Débora grávida. Na sua felicidade, no sorriso. Ela está ali no programa ao seu lado. Desligada. Offline. Mas ainda assim, é ela. Marcelo, meio que automaticamente abre a janela do bate-papo. E fica olhando para a tela, como um pintor prestes a começar um quadro. Não existem palavras. Elas acabaram. Ficaram para trás quando deixou de ver Débora. O silêncio do interior, a noite fria, o computador ligado, a falta da avó, seu amor, sua histórias, tudo ali fazendo falta, tudo junto meio longe. Débora ali, ainda que não ali.

Marcelo ficou olhando para o nome dela por um minuto. Pareceu muito mais para ele, pareceu cada segundo dos cinco meses de namoro, de momentos juntos, de risadas e de pintinhas na pele branca de Débora. Aos poucos os dedos ganharam vida e, ainda que lentamente, chegaram ao teclado. Não existe mais assunto, nem coincidências, nem experiências vividas juntas. Marcelo, tecla após tecla, escreve. Uma palavra. Talvez tudo o que restou. Manda para a Débora offline seu beijo. E só.
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Ficar em casa e se sentir mal.
Existe tal coisa?
Enfim, é onde estou, e aqui e assim começo a pensar em escrever.
Desanuviar nessas linhas.
Melancolia sempre foi minha melhor musa.

***

Escolha aquelas músicas mais pesadas, que carregam consigo lágrimas e momentos inesquecíveis, ainda que não positivos, e bota pra rodar.

Quer uma lista?

Closer – Kings Of Leon
If I Know You – Presets
Pink Bullets – The Shins
I'm Outta Time – Oasis


***

E o cheiro de gasoline vindo do posto?
E as picadas de mosquito que coçam?

Sábado, Maio 09, 2009

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Hoje enguli meu orgulho e coloquei uma camisa do botafogo.
Mas devo dizer, tá cada vez mais dificil sair andando com ela por aí.
Parece que em cada canto tem alguém me olhando, apontando e rindo.

: /
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sejamos sinceros, quem em sã consciência fica em casa num sábado à noite?
Eu fico. e fico feliz com isso.

***

coisas que às vezes resolvo fazer parte 43

- parei de beber refrigerante.

***

Quero comer brigadeiro e sei onde tem
: )

***

por que todo mundo escreve errado?
por que eu, mesmo escrevendo certo, escrevo tao pouco?

Sexta-feira, Maio 08, 2009

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O show foi foda. O Cachorro Grande mandou bemzaço e ainda trouxe o Samuel Rosa pra tocar duas músicas dos BEATLES!!!
Helter Skelter destruiu o Metropolitan!!!

O Oasis entrou e, bom, sem fazer muita firula mandou o que sabe de melhor: ótimas músicas. E me lembrou, o tempo todo, porque achava eles a maior banda do mundo!!! Voltei a 94, quando ouvia o primeiro disco deles, voltei a 98 no primeiro show no Metropolitan, voltei a 2001 ao Rock in Rio... E fiquei feliz por ter tido tantas chances de ver e comprovar que eles são, sem dúvida, minha banda preferida. a predileta da casa. Os mestres da melodia. PUTAQUEPARIU!!!!

o setlist vai aí embaixo, pra quem acompanhou no Multishow se lembrar um pouquinho e pra ficar pra sempre na minha lembrança. Sério, o melhor show do ano. Deu pau no cabeçudo do Radiohead, no metal de maiden e no circo do kiss. Dá-lhe Oasis, há 15 anos a maior banda do mundo!!!

"Fuckin' in the Bushes"
"Rock n' Roll Star"
"Lyla"
"The Shock of The Lightning"
"Cigarettes & Alcohol"
"The Meaning of Soul"
"To Be Where There's Life"
"Waiting For The Rapture"
"The Masterplan"
"Songbird"
"Slide Away"
"Morning Glory"
"Ain't Got Nothin'"
"The Importance of Being Idle"
"I'm Outta Time"
"Wonderwall"
"Supersonic"
Bis
"Don't Look Back In Anger"
"Falling Down"
"Champagne Supernova"
"I Am The Walrus"

Quarta-feira, Maio 06, 2009

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Oasis amanhã!!!!!!!!
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Em verdade, olhava para as fotos e pensava: um dia quero estar lá.
E mais profundamente pensava que era para eu estar lá.
Hoje estou. E as fotos são minhas.
Não há porque parar.













Terça-feira, Maio 05, 2009

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Hoje não fui na academia, faz seis dias que não vou.
Os músculos pararam de doer, o ombro ainda dói como um cão.

Hoje trabalho via skype a partir das 14h.

Hoje acordei com tesão de fazer.
tesão de escrever. tesão por pensar.


Daqui a pouco passa.
Vou na academia de noite.
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Hoje, terça. Com menos gosto de fel na boca posso escrever.
Ou não. O coração fica dolorido, magoado, como se tivesse sido traído.
traído pelo destino, traído pelo cansaço, pela triste realidade de ter que aturar, ter que me conformar com a idéia de que não fomos cunhados para vitórias.
Mas o amor não acaba.

Hoje mesmo me vi fuçando os noticiários atrás de novas boas notícias sobre o time.
Meu time.

Segunda-feira, Maio 04, 2009

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caramba...
preciso de um emprego URGENTE!!!!

Quarta-feira, Abril 29, 2009

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Set List Oasis - em Caracas

Fuckin' In The Bushes
Rock 'N' Roll Star
Lyla
The Shock Of The Lightning
Cigarettes &Alcohol
The Meaning Of Soul
To Be Where There's Life
Waiting For The Rapture
The Masterplan
Songbird
Slide Away
Morning Glory
Ain't Got Nothin'
The Importance Of Being Idle
I'm Outta Time
Wonderwall
Supersonic
Don't Look Back In Anger
Falling Down
Champagne Supernova
I Am The Walrus


esperam algo bem próximo para o show da semana que vem aqui no Rio.
vamos ver, né.

Anotaçao mental numero um - escutar o último disco mais vezes antes do show!
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Eu deveria estar dormindo Duas da manha. Uma pilha que aumenta a cada dia de livros para ler, uma pilha de artigos para escrever, uma tonelada de idéias que preciso ter e não tenho, uma necessidade física de me movimentar e pior, de dormir, o sono que não tenho para acordar no dia seguinte e não fazer nada do que preciso fazer.

Aqui, os carros se chocam, as pessoas se xingam, os taxis passam a todo o momento dando a sensação de liberdade, desde que vc tenha a quantia suficiente para paga-los na hora da despedida. Aqui, neste lugar estranho, amo e odeio a minha casa.

Dou lugar a baratas, ratos e mosquitos que adora a fartura de sangue presente em meu corpo, uns dois litros se contar tudo o que já foi sugado por eles, num verdadeiro banquete vampiresco, que acontece toda noite, sem excessao.

O ventilador acionado, sopra em cima de mim o ar gelado, da noite gelada. A colcha está suja, manchada de vida, mas ainda me esquenta. Ao lado. Um pote de chocolate, resquício da páscoa. Como em desespero esperando que acabe, me deixando nada mais do que a lembrança de que fui lembrado por algumas pessoas.

Tento assistir mais filmes do que minha paciência me deixa, tento ler mais do que minhas horas permitem e ainda não consigo desistir. Mas as idas e vindas parecem sempre incompletas. Não posso me dar por inteiro a ninguém, preciso ser 3, 4, 5 pessoas, potencias, devires.

Vou ligar o radio, ouvir as ultimas noticias repetidas, me cobrir com a colcha e tentar dormir.
Amanha quero ter idéia para um roteiro. E se Deus quiser, vou acordar cedo.
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vi de uma só vez
Casino Royale e Quantum of Solace.
achei o primeiro melhor, ainda que nenhuma obra prima.
o segundo... confuso e superficial pra caramba.
enfim, bond james bond. nada mais que isso.
agora volto a minha habitual birra com ele.

Sábado, Abril 25, 2009

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tem uma coisa legal na locadora daqui.
a cada dois filmes, pego um catálogo de graça.
Vou direto na prateleira diretores e procuro os que ainda preciso assistir.
E assim vou vendo Jules et Jim (Truffaut), Nossa Música (Godard),
Os Imorais(Stephen Frears) e Down By Law (Jim Jarmusch), enquanto passo os olhos pelo Milk, Dúvida (ótimo filme), Feliz Natal, O casamento de rachel e outros lançamentos por aqui...

E na escola, overdose de Glauber, Humberto Mauro, Zózimo Bubul, Leon Hirszman e diretores que nunca tinha ouvido falar como Edward Dmytryk, Andrzej Wadja, Jules Dassin.
Os filmes são O preço de uma vida, Rififi e Kanal.

Podem crer, parece fácil, mas chega uma hora em que isso cansa.
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cara, o que é a vida?

estou aqui, sentado debaixo do ventilador,
sentindo cada músculo do corpo doer
e o corpo colando pelo suor derramado durante todo o dia.

Faz umas três semanas coloquei na cabeça que precisava fazer.
fazer, nesse sentido, quer dizer filmar. me mexer, colocar em prática
uma forma guerrilheira suicida e me jogar atrás das câmeras.
Deixar de ser um estudante de cinema e me tornar um diretor/roteirista.

Traçadas as linhas, montada a estratégia da batalha, me esforcei e consegui reservar e retirar o equipamento da escola na quarta feira a noite, vespera de feriado aqui no Rio.
Só um adendo, esse feriado era exatamente o dia em que comemoraríamos os aniversários do meu avô e da minha avó. Ou seja, família reunida e bagunça na casa.

Meu projeto de documentário era sobre poluiçao sonora, o que o Profissão Repórter da Rede Globo fez com muita propriedade um dia antes de eu pegar o equipamento.
Fiquei perplexo. era o meu documentário, escrito a duras penas ali, na telinha da TV.
Brochei e depois da primeira derrota, desisti de fazê-lo. Enfim, pensei. Peguei a câmera mesmo para fazer outro curta, uma conversa num boteco. Uma ficção. o que gosto.

Então, apaguei a decepção e coloquei todas as minhas forças na filmagem de sábado. Mas achei melhor ligar para todo mundo na sexta e confirmar. Primeiro, o responsável pelo casting. tudo ok com os atores. Mas liga pra confirmar.

liguei. Eles não poderiam gravar. Sexta, às duas da tarde, menos de 24 horas antes da filmagem teve a baixa de todo o elenco.

Ok, não é pra fazer cinema mesmo. Comecei a pensar onde arrumar emprego e quando me mudar do Rio. Aí me peguei a mim mesmo (sic) numa pegadinha que fiz pra mim mesmo.
Paguei o semestre todo da escola e mais 6 meses de academia.
Não poderia jogar no lixo todo aquela grana... e além do mais, estava quase na hora de ir para aula, quem sabe não arrumava algum ator por lá. (sempre tem algum ator por lá).
Na pior das hipóteses, pensei, eu me filmo. sei o texto, foda-se. viro ator de novo.
aí comecei a me apegar ao planejado e me neguei a desistir.
MESMO.

tava muito mal, deprê ao extremo. Fui para a aula, assisti ao "Tesouro de Sierra Madre". E na escola, conversa vai, conversa vem, descobri que o Arli que libera os equipamentos pra gente, tava fazendo um doc sobre um grupo de teatro e que eles iam filmar na Lapa neste dia. Dei um roteiro pra ele e tive a garantia de que eles topariam fazer de qquer jeito.
Dito e feito, hoje quando o relógio marcava meio-dia, saia com meu carro imundo em direçao ao boteco no centro, onde filmaria.
Carro cheio de tripés, luzes, camera e ação.
As pessoas começaram a me ligar, perguntando se já podiam se dirigir para lá.
As pessoas foram. Descarreguei o carro e em meio a muita sujeira, barulhos infernais, com direito a tiro e a um trombadinha invadindo o set e sendo preso pela PM, e a muitos litros de mate (o conhaque cenográfico), salvaram-se todos.

Tenho em minhas mãos a fita com as imagens feitas pela equipe. Não é meu, nada é meu. Tudo em cinema se faz junto, unido.

Antes de ver, sei que terei muito problemas de continuidade, já que o movimento no bar não parou um segundo (e pra piorar era dia de faxina. hahahaha). E de som, que ouvia reverberar o tempo todo no fone que ficava no meu ouvido.
Mas quer saber?
foi bom demais e não desisti de maneira alguma desse e de muitos outros filmes.
Nem parece trabalho. Mas pode vir a ser. E eu não iria reclamar nem um pouco.

missão número dois - editar a bagaça e fazer logo uma exibiçao pra quem merece. Amigos, família, equipe e, claro, pro pessoal do bar que deu a maior força (mas não ficou quieto um minuto. hahahaha)

missão número três - começar a pré do beijo de amigo. Esse também termino até o final do ano com certeza. E se bobear, escrevo outro roteiro pequenininho, só pra aproveitar o tempo ocioso por aqui.

Quinta-feira, Abril 23, 2009

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porra de semana meio estranha
com chuva e destemperos.
saídas e não-chegadas.

caramba de peso que carrego,
sem ter com quem dividir.
com tralhas de aço e vidro,
com lentes e microfones.

estou sozinho em um mundo que é feito por muitos
mas onde estarão os meus muitos?!

sincero, como sou, não sei.
talvez por aí.
em algum outro lugar.
talvez eu não tenha procurado direito.
talvez eu já os tenha achado e deixado passar.
como saber?
como ser?

Segunda-feira, Abril 20, 2009

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quarta-feira pego o equipamento de filmagem para produzir meu curta/documentário para fechar o semestre da escola.
Pretendo matar a filmagem em 4 dias. Aí, nesse meio tempo, tenho um dia inteiro para fazer o meu curta/ficção. Mas esse é para mim mesmo.

Agora, é engraçado como a cabeça de um escritor/roteirista funciona. Se o roteiro é meu, o filme é meu. Se o roteiro não é, por mais que eu dirija ou atue ou faça o som, nào consigo me ver como fazendo algo que é meu. Mas participar da equipe é fazer parte de um filme, é ter um pedaço de celulóide para chamar de seu. Ainda que o celulóide tenha se transformado em fita ou ainda em cartões de memória.
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Estou desde sábado, às 18 horas, com equipamento de filmagem na casa de um amigo.
Mais do que fazer um grande filme, pretendemos nos divertir e treinar. testar. tentar.
Pois ontem, por 10 horas, só o que fizemos foi filmar.
Atuei em um filme e dirigi outro.
Na verdade, esquetes a la TV Pirata ou casseta e planeta, dependendo do seu ponto de vista. E da qualidade das histórias. Mas o medo da camera, o medo de ter que escolher planos, pensar em como colocar e onde colocar a luz, essas coisas, elas vão diminuindo e se tornando mais e mais corriqueiras.
É como se estivesse aprendendo a andar. Os primeiros passos podem parecer dificeis, mas quem disse que você não vai correr um dia?
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acho que discorro sobre a alma do botafoguense quando digo que depois do primeiro gol (contra) do flamengo me tranquilizei.
Estamos mais preparados para a derrota, ela nos é mais costumaz, do que para as vitórias. E assim vamos seguindo, derrotados em campo, mas correndo em dobro na vida para nõ ver a triste sina de um time se tornar a sina de uma vida.

Sábado, Abril 18, 2009

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discorrer sobre o show de ontem.
cara, o que é a naçao zumbi?
pode dizer o que quiser, mas sao uma das melhores bandas da atualidade.
como um camarada disse: uma banda adulta.
que entrou na independencia e fez um puta disco.
não enche canecão, não enche vivo rio, não enche metropolitan(pra mim sempre será metropolitan).
Mas e daí?
com um puta profissionalismo, tocam pra caralho e ainda tem as músicas da época do Chico Science, que são, bem, são clássicas!!!
Mais uma camisa pra coleção. Finalmente consegui uma da nação!!!

antes teve o turbo trio, com o Bnegão mandando muito bem. a garotada toda se mexendo ao som do pancadão Uma ótima idéia para levar pra vitorinha.
3 camaradas, estrutura enxutérrima (sem guitarra, sem baixo, sem bateria) e um pusta som bom de se ouvir. Sem falar que o B é o cara. um personagem de si mesmo.

é isso. Quando olhei para o relógio, ao fim do bis, me assustei. Eram 4 horas da manhã. o tempo voou, na velocidade da nação.

PS: ainda bem que eu tô no Rio.
nesta mesma época, ano passado tb vi o show deles e logo depois, um do cachorro grande. Como o cachorro vai abrir pro Oasis, vou repetir a dobradinha em 2009 tb.

Quinta-feira, Abril 16, 2009

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caramba... aula do mestrado, pilhas de livros comprados, pilhas de roteiros lido e outra pilha de projetos para serem escritos, shows para se ir, filmes para se assistir (muitos deles, enfim), dinheiro para se ganhar...

as coisas aqui estão ficando corridas, bem corridas.
ontem me inscrevi num curso de roteiro com 30 horas/aula de graça, na Academia Brasileira de Letras, ministrado por nada menos que Doc Comparato.
uia...
mais umas horas tomadas por pensamentos loucos e represados. Para não surtar, academia ni mim!!!

Segunda-feira, Abril 13, 2009

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dizem que o homem só cresce ao encarar seus medos.
Espero que isso valha tambem para times de futebol.
lá vem o flamengo de novo.
pelo menos, neste ano, o Cuca tá do lado de lá.
vai ser pé-frio assim lá na gávea.
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enfim... é torcida de sofá mesmo, e tá acabado.
semana que vem serao 60 mil marginais e 10 mil botafoguenses atormentados em busca do suicidio.

Quarta-feira, Abril 08, 2009

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na corrida pela produção do primeiro curta.
corrida MESMO.

até maio, se der certo, ele estará pronto.
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dormi de mal jeito.
dor no ombro.

***

ando lendo umas coisas por aí, que mereceriam ser colocadas aqui.
textos que fazem pensar e pensando, te tiram do lugar.
ensaios sobre vida, consumo e consumismo, mundo pós-moderno, eu e você e todo mundo junto, o porquê de nossa instabilidade e de nossa infelicidade neste mundo corrido e chato.
enfim, uma hora prometo tirar uns pedaços sublinhados e colocá-los aqui.

Terça-feira, Abril 07, 2009

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E por que não fechar o congresso?
o senado, desde que o sarney foi eleito, ainda não votou NADA!!!!
entendam, amigos:
os senadores não fizeram NADA e receberam, MUITO BEM por sinal, por isso.
nao me faria falta o congresso fechado
nem um pouquinho.

fecha, lava em sangue os salões da roubalheira e reabre.
bonitinho e cheiroso.

Agora engraçado é ver a macacada, com medo de sair fora da mamata, chorando e dizendo que o Cristovam estava louco quando falou isso.
Nesse momento, governo e oposição são unanimes em concordar:
mexeu no bolso, o buraco é mais embaixo.

país de merda, com representantes de merda.
enfim, somos um povo de merda.